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Opositor Carlos Mesa denuncia manipulação eleitoral na Bolívia
Mesa pediu aos seguidores e à sociedade uma mobilização geral para obrigar o TSE a difundir os resultados eleitorais e evitar uma alteração
O candidato presidencial da oposição na Bolívia Carlos Mesa denunciou nesta segunda-feira 21 a suposta intenção do presidente Evo Morales de “manipular” o resultado das eleições de domingo e pediu a defesa do escrutínio que, até o momento, confirma um segundo turno.
“Quero, através dos meios de comunicação, denunciar sem nenhum tipo de matiz que o governo está tentando, através do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE), eliminar o caminho para o segundo turno”, afirmou Mesa em coletiva de imprensa.
O opositor voltou a condenar que o TSE tenha paralisado a difusão de resultados no domingo à noite, após um primeiro e único informe de contagem rápida de 84% dos votos, que deram 45,28% a Morales e 38,16% a Mesa. Com estas cifras, o segundo turno é inevitável, segundo Mesa.
“De forma arbitrária, discricionária e obviamente por ordens do governo de Evo Morales, o Tribunal Supremo Eleitoral interrompeu a contagem dos votos”, reforçou, acrescentando que “esta manipulação, o que está tentando, é bloquear completamente o segundo turno e nós queremos denunciá-lo”.
Mesa pediu a seus seguidores e à sociedade uma mobilização geral para obrigar o TSE a difundir os resultados eleitorais e evitar uma alteração da vontade popular.
O chanceler Diego Pary, por sua vez, disse após as declarações de Mesa que o governo também está “pedindo uma explicação ao Tribunal Eleitoral de porque a contagem foi interrompida”.
Ele afirmou que para dar maior transparência ao processo estão sendo convidados os embaixadores de Brasil, Argentina e representantes de organismos internacionais para se somarem a esta tarefa. Acrescentou que o governo de esquerda está disposto a que a contagem oficial de registros se faça de forma aberta e pública.
A contagem é feita através do sistema informático TREP (Transmissão de Resultados Eleitorais Preliminares). O ministro da Comunicação, Manuel Canelas, pediu que se espere o resultado final do TSE e que “a nenhum de nós interessa inflamar o ambiente”.
O líder da organização civil Conade, Waldo Albarracín, alertou que a situação está gerando um clima de instabilidade e disse que “se neste país se suscita uma guerra civil é responsabilidade deste governo”. Caso se oficialize o segundo turno entre Morales e Mesa, este se realizará em 15 de dezembro.
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