Política
“O bem vencerá o mal”, diz Bolsonaro sobre crise do PSL
Presidente comentou sobre a crise de seu partido ao chegar em Tóquio, em uma missão que vai passar pela Ásia e Oriente Médio
O presidente Jair Bolsonaro comentou, pela primeira vez, sobre a crise no seu partido PSL . Ao desembarcar nesta segunda-feira 21 em Tóquio, no Japão, o pesselista afirmou que “o bem vencerá o mal” em referência às trocas de lideranças ligadas ao governo e ao partido no Congresso ocorridas na semana passada.
Bolsonaro acredita que houve um “bate-boca exacerbado” entre integrantes do seu partido e que o cenário político poderá mudar durante sua ausência de dez dias para um périplo pela Ásia e pelo Oriente Médio. “A política, como dizia Ulysses Guimarães, é uma nuvem. A resposta é essa”, disse.
A frase dita pelo presidente, no entanto, é originalmente atribuída ao político mineiro Magalhães Pinto, que dizia que “política é como nuvem: você olha, ela está de um jeito; olha de novo, ela já mudou”.
A crise entre Bolsonaro e o comando do PSL se acentuou no começo de outubro, quando o presidente orientou um apoiador a esquecer Bivar que, na opinião dele, está “queimado”. Bivar disse que a fala era “terminal” na relação entre Bolsonaro e o partido, ao qual o presidente é filiado.
Na semana passada a crise se intensificou e alguns líderes do partido começaram a se atacar. Neste final de semana uma convenção extraordinária do PSL decidiu suspender das atividades partidárias cinco deputados que estão contra o partido na intriga entre Luciano Bivar e o presidente Jair Bolsonaro. Alê Silva (MG), Bibo Nunes (RS), Carlos Jordy (RJ), Carla Zambelli (SP) e Filipe Barros (PR), à princípio, terão a suspensão das atividades parlamentares.
Alguns parlamentares afirmaram nas redes sociais que tomaram conhecimento da suspensão pela imprensa, e que não foram contatados pelo partido nem sobre a realização da convenção, que foi organizada às pressas.
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