Política

Restringir dados do Coaf prejudica prevenção a crimes, diz órgão internacional

Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento demonstra preocupação com a decisão do ministro Dias Toffoli, do STF

Restringir dados do Coaf prejudica prevenção a crimes, diz órgão internacional
Restringir dados do Coaf prejudica prevenção a crimes, diz órgão internacional
Em julho, o ministro Dias Toffoli suspendeu processos judiciais que utilizam dados bancários sem a autorização da Justiça.
Apoie Siga-nos no

O Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo (Gafi), órgão internacional de prevenção à lavagem de dinheiro, tem demonstrado preocupação com a decisão do ministro Dias Toffoli, do STF, de restringir o uso dos relatórios do antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) — atual Unidade de Inteligência Financeira (UIF) —em investigações. Um novo julgamento sobre o tema está marcado para o dia 21 de novembro.

Em julho, Toffoli atendeu a um pedido feito pela defesa do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e suspendeu processos judiciais em que dados bancários de pessoas investigadas tenham sido liberados sem a autorização da Justiça. Na época, estava em andamento investigações acerca de movimentações financeiras suspeitas que envolviam Flávio e o ex-motorista Fabricio Queiroz.

O presidente do Gafi, Xiangmin Liu, declarou à imprensa que o uso da inteligência financeira pelas autoridades competentes em suas investigações preliminares é um requisito básico e que a decisão limita a habilidade das autoridades brasileiras de usar a inteligência financeira em investigações criminais, investigações de lavagem de dinheiro e crimes financeiros.

Já o gabinete de Toffoli justifica que a suspensão envolve o uso de dados detalhados de informações do Coaf, mas não dados globais, que podem ser compartilhados sem aval da Justiça.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo