CartaCapital
CartaCapital, 25 anos: analisando o poder, onde quer que se manifeste
Nosso compromisso se dá com os leitores e com os interesses do Brasil. Navegamos quase sempre contracorrente
CartaCapital acaba de completar 25 anos, lançada como mensal em agosto de 1994. Em março de 1996, tornou-se quinzenal, sempre à sombra da Carta Editorial, fundada por Luis Carta em 1976. O nome não foi uma homenagem ao diretor de redação, deveu-se apenas ao fato de ser abrigada por aquela editora. O filho de Luis, Andrea, que dirigia a empresa, pretendia uma revista de economia e negócios, mas o tio Mino acabou por convencê-lo a alterar o plano para produzir uma publicação voltada à análise do poder onde quer que se manifeste.
A partir de agosto de 2001, passou a semanal à sombra de uma nova editora, chamada Confiança. Entendemos ter chegado faz tempo à maioridade, e nos orgulhamos por ter praticado um jornalismo que respeita a verdade factual, pratica o espírito crítico e fiscaliza o poder, em meio a uma mídia que ao poder serve. Nosso compromisso se dá com os leitores e com os interesses do Brasil. Navegamos quase sempre contracorrente e isto, em vez de ser entrave, foi estímulo.
“Os homens se medem em situação”, dizia Benvenuto Cellini, escultor, ourives e espadachim.
Primeira capa da revista Carta Capital
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Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
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