Política
‘Não é nepotismo, jamais faria isso’, diz Bolsonaro sobre filho na embaixada
O presidente pretende indicar seu filho, Eduardo Bolsonaro, para assumir a embaixada do Brasil em Washington
O presidente Jair Bolsonaro voltou a falar sobre a possível indicação de seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, para se tornar embaixador do Brasil em Washigton, nos EUA. “Não é nepostismo, jamais faria isso”, disse o pesselista.
Em uma live em seu Facebook, feita na manhã desta sexta-feira 12, Bolsonaro se reuniu com o pastor da Igreja Mundial do Poder de Deus, Valdemiro Santiago. Os dois conversaram sobre religião, a bancada evangélica e ideologia de gênero.
No final, Bolsonaro pegou o jornal O Globo e começou a se defender da notícia que falava sobre a possível indicação de Eduardo à embaixada brasileira nos EUA. “O que queremos no fundo? que nossos filhos sejam melhores que nós. Eu tenho certeza que Eduardo é muito melhor que eu, por isso o indiquei”, afirmou.
O presidente é acusado por especialista da área de praticar nepotismo, quando um agente público usa de sua posição de poder para nomear, contratar ou favorecer um ou mais parentes. Essa prática é proibida pela Constituição, por jurisprudências do STF e por um decreto presidencial feito em 2010.
Bolsonaro discorda. Para ele, não se classifica como Neopostismo e o filho tem todas as atribuições para assumir o cargo. “Fala inglês e espanhol fluente e acabou de casar, não é aventureiro”, ressalta o presidente.
Toma lá, da cá
Após Bolsonaro indicar que vai indicar seu filho para assumir a embaixada brasileira em Washington, o presidente americano Donald Trump também cogita enviar seu filho para comandar a embaixada americana no Brasil.
Segundo informações do jornal O Globo, Eric Trump poderá se mudar para Brasília, ainda este ano, para comandar os interesses americanos na capital do Brasil.
Esse é um movimento diplomático inusitado na história recente da diplomacia mundial. Os EUA está acostumado a fazer indicações políticas para suas embaixadas pelo mundo. Já o Brasil, é a primeira vez que essa seleção não acontece de forma técnica.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.


