Política

Bolsonaro ignora Congresso e mantém demarcação de terras na Agricultura

MP tira demarcação da Funai e delega função para o Ministério da Agricultura – decisão vetada pelo Congresso em maio

Bolsonaro ignora Congresso e mantém demarcação de terras na Agricultura
Bolsonaro ignora Congresso e mantém demarcação de terras na Agricultura
Foto: Marcos Corrêa/PR
Apoie Siga-nos no

Jair Bolsonaro provou fazer uso de suas canetadas novamente. Nesta quarta-feira 19, o presidente ignorou decisão do Congresso e editou nova Medida Provisória para manter a demarcação de terras indígenas na alçada do Ministério da Agricultura, função que havia sido transferida para a Funai.

A discussão da até então MP 870 – que foi publicada como lei no Diário Oficial da União desta quarta-feira – trouxe, no final da votação, em maio, outras derrotas ao governo. Entre elas está a volta do Coaf (Controle de Atividades Financeiras) ao Ministério da Economia e não sob o comando de Sergio Moro, da pasta da Justiça e Segurança Pública.

No entanto, ao mesmo tempo que sancionou o que foi aprovado pelo Congresso, Bolsonaro editou uma nova MP que faz com que “a identificação, o reconhecimento, a delimitação, a demarcação e a titulação das terras ocupadas pelos remanescentes das comunidades dos quilombos e das terras tradicionalmente ocupadas por indígenas”, segundo o texto, volte para a pasta de Tereza Cristina.

Na lei sancionada, o Ministério da Agricultura já tinha controle sobre assuntos que tratem da reforma agrária, regularização fundiária de áreas rurais, Amazônia Legal e terras quilombolas.

Novamente, a medida provisória tem até 120 dias, no máximo, para ser aprovada pela Câmara e Senado Federal. Caso o prazo caduque, a MP perde a validade.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo