Patrícia Soares

lraposavermelha@hotmail.com

Historiadora pela PUC São Paulo. Professora da rede pública de ensino. Foi professora de história islâmica da Universidade Islâmica do Brasil (UNISB) em 2002. Escreve neste espaço às terças-feiras.

Colunas

As colinas de Golã não pertencem a Israel

Trump reconhece a soberania israelense sobre o território contra a posição do Conselho de Segurança da ONU

As colinas de Golã não pertencem a Israel
As colinas de Golã não pertencem a Israel
Trump e Netanyahu (Foto: AFP)
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Depois mudar a embaixada dos EUA de Tel-Aviv para Jerusalém, Donald Trump acaba de reconhecer a soberania israelense sobre as colinas de Golã, que ficam em território sírio ocupado.

Este tipo de medida é parte das políticas ilegais dos EUA, que ferem a soberania dos outros povos, para continuar a anexar para si ou para seus sócios territórios que nunca lhe pertenceram.

As Colinas de Golan ficam ao sul da Síria. Dos seus 1,8 mil quilômetros quadrados, 1,2 mil estão sob ocupação sionista, 235 são controlados pelas Forças Nacionais das Nações Unidas de observação e as demais áreas lutam pela soberania do povo sírio. Israel anexou estes territórios, apesar das críticas e advertências da comunidade internacional e do Conselho de Segurança da ONU.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas já afirmou que Israel deve devolver o território ocupado e que as colinas pertencem à Síria.

A União Europeia e a Liga Árabe também condenaram a atitude e veem como um desrespeito ao direito e soberania nacional da Síria. Crescem as manifestações de repúdio por parte das resistências sírias e palestinas. Os drusos, minoria religiosa síria, que habitam as colinas, não tem nenhuma identidade cultural com Israel.

Conselho de Segurança

Enquanto Benjamin Netanyahu viaja em campanha eleitoral para os EUA, os mais de 20 mil drusos protestam contra a aliança pela anexação ilegal das colinas de Golã.

Leia também: O que são as Colinas de Golã e qual a sua importância?

O governo de Damasco disse que não vai aceitar a provocação e está disposto a defender seu território.

O governo e o povo sírio prometem resistir contra qualquer ataque a sua soberania e qualquer tentativa de anexar seu território e os movimentos de resistência palestina. Também convocaram a sua intifada a resistir e protestar contra o decreto.

O líder do Hamas, Ismail Haniya, chamou os palestinos a resistir e enfrentar as ameaças estratégicas.

A resolução 242 do Conselho de Segurança da ONU exige que Israel se retire dos territórios ocupados. Em 2018, a assembleia das Nações Unidas “exortou” Israel a devolver à Síria as colinas. Nem Israel nem os Estados Unidos se importam e seguem a atropelar a vontade e a soberania dos povos.

A opinião de colunistas e articulistas não representa, necessariamente, a opinião de CartaCapital.

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