Esporte
Copa do Mundo de Basquete Feminino começa sem Brasil e com favoritismo dos EUA; saiba mais
Torneio volta para a Alemanha após 28 anos e terá sua primeira rodada nesta sexta-feira (04); caso vença novamente, EUA terá quinto título seguido
A Copa do Mundo de Basquete Feminino começa nesta sexta-feira (04) em Berlim, na Alemanha. São 16 seleções que, divididas em quatro grupos, lutam pelo título mundial, cuja final acontecerá no dia 13 de setembro. Apesar da ausência do Brasil pela terceira edição seguida, o favoritismo dos EUA e o destaque de outras seleções chamam a atenção para esta edição.
O torneio, que acontece a cada quatro anos e que teve sua última modificação de períodos em 1986, está em sua vigésima edição e a Alemanha o recebe novamente após 28 anos. Este ano também marca o retorno do padrão de 16 seleções, que foi utilizado de 1990 a 2018 e que foi reduzido para 12 em 2022, especificamente.
Destas 16 seleções, a Alemanha se classificou como anfitriã. Há mais sete seleções europeias e, com elas, duas seleções das Américas, quatro representantes da Ásia e Oceania e duas representantes da África.
Locais das partidas
Os jogos acontecerão em duas arenas, seguindo o padrão que as sedes adotaram desde 2018 e, diferentemente da edição de 1998, em apenas uma cidade alemã. A arena primária é a Uber Arena (ou Berlin Arena), com capacidade para 14 mil pessoas, enquanto a secundária é a Max-Schmeling-Halle, com capacidade para 9 mil. Cada arena receberá três jogos de cada um dos quatro grupos.
EUA defendem sua hegemonia
A seleção feminina dos EUA vem para sua 19ª participação na Copa do Mundo Feminina de Basquete. Sua única ausência foi em 1959, quando a União Soviética foi o país-sede e houve um boicote dela e dos países de seu bloco, em meio às tensões da Guerra Fria.
A equipe, treinada por Kara Lawson, é a favorita para o que pode ser seu 12º título na competição e o quinto consecutivo. O elenco é majoritariamente de jogadoras da WNBA e conta com medalhistas olímpicas, campeãs do mundo e estreantes de grande potencial.
Entre elas está Caitlin Clark, armadora do Indiana Fever que estreia em mundiais. Na liga nacional, Clark teve uma média de 44,7 pontos por jogo, somando cestas e assistências dadas, somente no mês de agosto. Além disso, ela foi a primeira na história da NBA com estatístias de mais de 30 pontos e dez assistências em jogos competitivos da principal liga feminina de basquete dos Estados Unidos
Caitlin Clark’s month of August was HERstoric
scored/assisted on 44.7 PPG (WNBA record for a single month)
averaged 24.4 PPG (highest scoring month by a point guard in WNBA history)
5 games with 20+ PTS & 10+ AST (no other player had 5 such games in the last 5… pic.twitter.com/xgAMJfEseH
— Indiana Fever (@IndianaFever) September 3, 2026
Outros destaques do elenco são a experiente ala-armadora e ala-pivô Kahleah Cooper, a armadora Chelsea Gray e a ala-pivô Angel Reese. Elas também tiveram as ausências de A’ja Wilson e Kelsey Plum, que se lesionaram poucos dias antes da estreia.
Brasil fora e outras ausências
A seleção do Brasil amargou outra ausência no mundial da FIBA. Suas chances estavam tanto na AmeriCup, quanto no torneio mundial classificatório.
No caso do torneio das Américas, a vaga direta é dada apenas para a seleção campeã. O Brasil, teve boa campanha no Chile, em 2025, terminando seu grupo na liderança e vencendo os quatro jogos: 71 a 50 contra a Argentina, 74 a 65 contra o Canadá, 73 a 46 contra a República Dominicana e 106 a 49 contra El Salvador. Depois, bateram o México nas quartas de final (84 a 61) e a Argentina na semifinal (108 a 68), mas perderam na decisão para os Estados Unidos por 92 a 84.
No qualificatório, o desempenho foi muito aquém do que foi na AmeriCup. As brasileiras venceram dois dos cinco jogos (Mali e Sudão do Sul) e ficaram em quinto lugar, uma posição abaixo da zona de classificação e atrás de Tchéquia, Mali, China e Bélgica. A classificação das tchecas se deu por contra do critério de confronto direto contra o Brasil, pois venceram por 84 a 65 na terceira rodada.
Entre outras ausências, as mais notáveis são as de Canadá e Rússia. Enquanto a primeira, que chegou ao quarto lugar em 2022, caiu para os Estados Unidos nas semifinais da AmeriCup e ficou em último lugar de seu grupo no qualificatório internacional, a segunda, vice-campeã três vezes seguidas (1998, 2002 e 2006), ainda está sob as sanções aplicadas pela FIBA por conta da invasão russa na Ucrânia, cujo conflito segue desde 2022.
Veja os grupos da Copa do Mundo
O sorteio da FIBA, que aconteceu em abril deste ano, definiu os quatro grupos:
Grupo A: Japão, Espanha, Alemanha e Mali;
Grupo B: Hungria, Coreia do Sul, Nigéria e França;
Grupo C: Bélgica, Austrália, Porto Rico e Turquia;
Grupo D: Estados Unidos, Tchéquia, Itália e China
Primeiros confrontos
O primeiro dia de Copa do Mundo contará com oito confrontos, dois de cada grupo, iniciando e fechando assim a primeira rodada da competição. Confira abaixo as partidas e horários (de Brasília):
Grupo A
06h30: Japão x Mali
12h45: Espanha e Alemanha
Grupo B
09h30: Coreia do Sul x Nigéria
16h30: Hungria x França
Grupo C
06h30: Austrália x Porto Rico
12h30: Bélgica x Turquia
Grupo D
09h15: Estados Unidos x China (transmissão via CazéTV)
15h15: Tchéquia x Itália
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scored/assisted on 44.7 PPG (WNBA record for a single month)


