Economia

O elétrico de Gotham

A ­Mahindra, uma das grandes fabricantes de veículos da Índia, criou uma edição especial do SUV elétrico BE 6 inspirada no universo do Homem-Morcego

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Batman ganhou concorrência e não é um novo vilão. A ­Mahindra, uma das grandes fabricantes de veículos da Índia, criou uma edição especial do SUV elétrico BE 6 inspirada no universo do Homem-Morcego e provocou uma corrida digna das perseguições de Gotham City. A fabricante planejava produzir 300 unidades, mas a procura antecipada foi tão grande que a série acabou ampliada para 999 carros. Nem isso bastou. Quando as reservas foram abertas, todas as unidades encontraram compradores em apenas 135 segundos. Com visual escurecido, detalhes exclusivos e referências ao Batman, o BE 6 Batman Edition custa em torno de 2,779 milhões de rúpias, quase 32 mil dólares, preço relativamente acessível para mostrar ao cavernoso Bruce Wayne quem é o novo morcego do pedaço.

Exterminador do futuro – As gigantes da Inteligência Artificial agora pedem apoio para conter os riscos que a tecnologia ampliou. OpenAI, Anthropic, Microsoft, Alphabet e Amazon estão entre mais de cem empresas que assinaram carta conjunta convocando governos e o setor privado para uma ofensiva de defesa cibernética. O alerta: nos próximos meses, ataques movidos por IA devem ficar mais numerosos e sofisticados, ameaçando empresas, hospitais e sistemas de água. A lógica é “por favor, alguém nos proteja de nós”.

Brisa brasileira – A Brizze, marca brasileira de motos elétricas do Grupo Minas Brisa, foi apresentada no Suhai Festival Interlagos com cinco modelos e preços entre 4,99 mil e 13,99 mil reais. A linha vai da urbana Z1, com 1.000 watts, 55 quilômetros de autonomia, 32 km/h e sem exigência de CNH ou placa até a Z4, de 4 mil watts e 120 quilômetros de autonomia. O diferencial é a troca rápida de bateria. O piloto substitui o conjunto descarregado em estações indicadas pelo app por assinatura a partir de 34 reais ao mês. A rede começa em São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Fortaleza e cidades de Santa Catarina e Paraná.

Dança, mas não acende – A luminária que pula na ­a­ber­tura dos filmes da Pixar virou produto. A Disney lançou no D23 uma réplica em escala real do Luxo Jr. por 99,99, em torno de 518 reais, para marcar os 40 anos do estúdio. Ela funciona com pilhas, reage a som e movimento, gira a cabeça e reproduz os efeitos sonoros do curta de 1986. Mas há um detalhe importante: não acende. A marca Luxo pertence à norueguesa Luxo ASA, que processou a Disney em 2009 por um kit com luminária funcional. Restou o personagem, não a iluminação.

Chinês via satélite

A SpaceSail entra na competição com a Starlink

SpaceSail, responsável pela constelação chinesa Qianfan, avança para se tornar uma nova força na disputa global pela internet via satélite. Criada em 2023, em Xangai, a empresa tem apoio estatal e desenvolve uma rede de satélites de baixa órbita, tecnologia que reduz a latência e permite levar conexão a áreas remotas. O plano global prevê até 15 mil equipamentos em operação até 2030.

A companhia atua na expansão internacional e obteve autorização da Anatel para operar no Brasil. A licença prevê, inicialmente, até 324 satélites e tem validade até julho de 2031. A SpaceSail indicou a intenção de iniciar sua oferta comercial no País ainda em 2026, embora disponha de prazo regulatório maior para ativar o serviço.

A chegada coloca a empresa frente a frente com a Starlink, da ­SpaceX, hoje referência no segmento brasileiro. A disputa deverá envolver preço, velocidade, disponibilidade de terminais e cobertura em regiões sem infraestrutura terrestre. Para consumidores rurais, comunidades isoladas, empresas e órgãos públicos, a competição pode ampliar alternativas de conectividade e reduzir o custo.

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