Política
Wyllys: “Marielle sempre quis ser honesta consigo e com as pessoas”
O ex-deputado federal presta homenagem para a amiga e colega de partido em vídeo
“A causa LGBT foi o que nos uniu”, conta Jean Wyllys em lembrança a Marielle Franco,vereadora do PSOL assassinada há 1 ano. O ex-deputado federal do PSOL, autoexilado em Berlim após renunciar o mandato no Congresso Nacional devido a ameaças de morte, deu um depoimento exclusivo a CartaCapital.
Wyllys lembra que logo após a posse de Marielle, em 2016, a vereadora se aproximou para agradecê-lo por sua luta pela comunidade LGBT e o encorajamento ao processo de “outing”, ou seja, de se assumir LGBT.
Marielle Franco era bissexual e sua filha de 19 anos, Luyara Franco, é fruto de um relacionamento heterossexual. Em seus últimos 14 anos de vida, Marielle viveu com a arquiteta Mônica Benício.
➤ Leia também: "Saída é mais poderosa que minha permanência", diz Jean Wyllys
Jean conta que quando Marielle e Mônica começaram a se relacionar, Mônica era mais militante que Marielle na causa. E que a arquiteta foi responsável pelo empurrão de Marielle a se assumir bissexual. “Marielle sempre quis ser honesta consigo e com as pessoas”, relata Wyllys.
O ex-deputado ainda explica como a vereadora preferia se dedicar às questões de desigualdade social e racial em seu mandato.
➤ Leia também: Existe ligação entre o suspeito de matar Marielle e o clã Bolsonaro?
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



