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Professor que comparou aluno a macaco é condenado a 7 anos de prisão
Ele foi sentenciado pelos crimes de injúria racial e corrupção de menores. Cabe recurso
Um professor de Matemática foi condenado nesta quarta-feira 2 a mais de 7 anos de prisão, em regime inicial semiaberto, por comparar um aluno negro de 13 anos a um macaco durante uma aula em uma escola de Maceió (AL). A sentença também determinou o pagamento de 15 mil reais em indenização ao adolescente, que deixou a escola depois do episódio.
Ele foi sentenciado pelos crimes de injúria racial e corrupção de menores. Cabe recurso à decisão.
O episódio ocorreu em fevereiro deste ano, mas só ganhou repercussão após a abertura de um inquérito policial na Delegacia Especial dos Crimes contra Vulneráveis.
De acordo com o processo, um estudante levou para a sala de aula uma imagem de um macaco e perguntou ao professor com qual pessoa o animal se parecia. O docente teria então apontado para o adolescente negro, que estava sentado no fundo da sala.
“Aí começou o bullying, porque todos os colegas começaram a rir. Ele ficou acuado, em silêncio. Chegou em casa calado, com o psicológico abalado, chorou muito junto ao pai, contando o que aconteceu”, afirma a defesa da vítima.
Em razão da situação, o estudante passou dois dias sem ir ao colégio e só teve ânimo para voltar às aulas após descobrir que o professor tinha sido demitido. Quando o caso veio à tona, o Colégio Fantástico repudiou “todo e qualquer ato de racismo, discriminação ou preconceito” e afirmou ter levado a situação ao Conselho Tutelar de Maceió.
Ao condenar o professor, a Justiça alagoana levou em consideração, entre outros fatores, o fato do réu ser professor e o fato de a conduta ter ocorrido em ambiente escolar, diante de outros estudantes.
Na denúncia, o Ministério Público havia destacado que o professor tinha, justamente por exercer a função de educador, um dever especial de proteção em relação a crianças e adolescentes. “A escola não pode ser espaço de reprodução ou naturalização do racismo”, afirmou o promotor Ricardo Libório, responsável pelo caso.
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