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Médico anunciado por Flávio Bolsonaro como possível ministro se licencia do Einstein
O oftalmologista Cláudio Lottenberg foi indicado pelo senador como seu futuro ministro da Saúde caso seja eleito presidente da República
O Hospital Albert Einstein informou nesta terça-feira que o presidente do seu Conselho Deliberativo, Cláudio Lottenberg, pediu licença das funções de governança na instituição, após ser anunciado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como seu futuro ministro da Saúde caso seja eleito presidente da República.
O afastamento seguirá até o fim do período eleitoral. “Essa decisão está em conformidade com o Código de Ética do Einstein, que exige absoluta neutralidade política e veda o uso de seus bens e recursos para fins políticos”, diz nota divulgada pelo hospital.
A escolha de Lottenberg para chefiar a Saúde em um possível governo foi anunciada por Flávio em entrevista ao Jornal Nacional, na última sexta-feira 28. Oftalmologista, Lottenberg também preside a Confederação Israelita do Brasil e foi secretário municipal da Saúde de São Paulo na gestão de José Serra (PSDB).
O anúncio provocou reação entre integrantes da comunidade judaica. Um grupo antecipou a divulgação de um manifesto de apoio à reeleição do presidente Lula (PT), com o objetivo de deixar claro que Lottenberg não representa a comunidade judaica brasileira ao apoiar a candidatura do filho de Jair Bolsonaro.
Em entrevista ao jornal O Globo publicada em março de 2021, quando o Brasil registrava mais de 2 mil mortes por Covid-19 em 24 horas, Lottenberg criticou a falta de coordenação do governo federal no combate à doença e a ausência de lideranças políticas como exemplo no cumprimento de medidas sanitárias.
“A utilização de máscara e do álcool gel, que deveria ser um mantra, não aconteceu. É culpa de uma ordem de governança que não soube construir, em um ano, um mínimo de entendimento”, disse o médico à época, chegando a afirmar não ter visto “grandes líderes de diferentes países aparecerem publicamente sem máscara.”
As críticas ocorreram no momento em que o pai de Flávio questionava publicamente medidas de combate à Covid-19, como o uso de máscaras e o isolamento social, enquanto o País registrava recordes de casos e mortes.
Questionado sobre o assunto um dia após o anúncio de Lottenberg, o presidenciável do PL minimizou as críticas e disse que prefere não discutir o passado.
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