Do Micro Ao Macro
KPMG: decisões com menor prazo de validade desafiam líderes do setor de consumo
Guia global aponta caminhos para executivos decidirem com mais agilidade diante de mudanças que se sucedem em ritmo acelerado
Consumo no Brasil e no mundo atravessa uma fase em que decisões perdem validade rápido. É o que aponta um guia internacional voltado a líderes do setor, elaborado para orientar escolhas nos próximos cinco anos.
Segundo o material elaborado pela KPMG, o ritmo das mudanças já não surpreende executivos. O que pesa agora é a quantidade de transformações acontecendo ao mesmo tempo, em frentes como crescimento, margem, tecnologia, canais e sustentabilidade.
Consumo perde previsibilidade
Para dar conta desse cenário, o documento organiza as discussões em quatro blocos. O primeiro reúne temas já conhecidos, que continuarão moldando o setor nos próximos anos.
O segundo bloco trata de assuntos emergentes, capazes de redefinir categorias inteiras, canais de venda e modelos de negócio. Já o terceiro reúne paradoxos e cenários extremos, usados para testar a solidez das estratégias adotadas pelas empresas.
Por fim, o quarto bloco lista decisões sem arrependimento, ou seja, escolhas que tendem a gerar valor independentemente de como o cenário evoluir.
O trabalho foi elaborado pela KPMG e leva o título “Assumindo o controle das incertezas: decisões livres de arrependimento para líderes do setor de consumo”, tradução de “Owning the Unknowns: No regret decisions for Consumer leaders“.
Fernando Gambôa, sócio-líder de consumo e varejo da KPMG no Brasil e na América do Sul, explica o momento vivido pelo setor. “Para obter êxito no setor de consumo, serão exigidos, dos executivos, clareza estratégica, leitura mais rápida de sinais, maior maturidade em dados e tecnologia, entendimento profundo do consumidor e disciplina para fazer escolhas, inclusive, dizer não a oportunidades que não reforçam a proposta de valor. A velocidade da mudança já não surpreende, mas a escala e a simultaneidade das mudanças continuam desafiando a tomada de decisão. Hoje, as escolhas sobre crescimento, margem, tecnologia, resiliência, canais, experiência e sustentabilidade têm peso maior e prazo de validade menor”, afirma Gambôa.
Guia organiza decisões em blocos
Além da divisão em quatro blocos, o levantamento reúne pontos-chave que devem seguir no radar de CEOs e conselhos do setor de consumo nos próximos anos.
Entram nessa lista geopolítica e economia, valor percebido pelo consumidor, expectativas de investidores, novos caminhos de crescimento e o uso de inteligência artificial na operação e na jornada de compra. Completam o conjunto resiliência tecnológica, cultura organizacional e sustentabilidade integrada aos negócios.
Sinais que seguem no radar
Ainda de acordo com o levantamento, alguns pontos pedem atenção redobrada dos líderes nos próximos meses. Saúde e bem-estar do consumidor aparecem entre eles, junto da presença cada vez maior de agentes de inteligência artificial no processo de compra.
O documento também chama atenção para o declínio de volume em mercados maduros e para a dualidade nas escolhas do consumidor, que combina busca por economia e disposição para gastar mais em determinadas categorias. O espaço físico volta a aparecer como fronteira de crescimento para marcas de consumo.
Consumo exige leitura rápida
Considerando esse conjunto de sinais, o guia reforça a necessidade de decidir com rapidez, sem abrir mão de dados e de conhecimento sobre o consumidor. Empresas que demorarem para reagir tendem a perder espaço para concorrentes mais ágeis.
O documento completo, com a análise dos quatro blocos e das decisões recomendadas para o setor de consumo, está disponível para consulta na pesquisa “Assumindo o controle das incertezas: decisões livres de arrependimento para líderes do setor de consumo”, publicada pela KPMG.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.



