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Escolhido por Trump para embaixada no Brasil diz que não se envolverá na eleição de outubro
Ainda no aguardo do aval diplomático, Daniel Perez afirmou que o pleito ‘é algo que cabe aos brasileiros decidir’
Aprovado pelo Senado dos Estados Unidos para assumir o cargo de embaixador em Brasília, Daniel Perez negou qualquer envolvimento na eleição brasileira deste ano. Ele aguarda o aval diplomático do governo Lula (PT) para efetivamente tomar posse.
Em entrevista à emissora WPLG Local 10, da Flórida, ele disse que o pleito de outubro “é algo que cabe aos brasileiros decidir”.
“Quem quer que saia vencedor, essa pessoa será o líder do Brasil e é com ele que eu trabalharei”, declarou Perez. “Não há qualquer envolvimento da minha parte em relação às eleições no Brasil.”
Nomeado pelo presidente Donald Trump, Daniel Perez ainda afirmou haver “um certo impasse” entre Brasília e Washington. “Acredito que, assim que eu chegar lá e começar a construir esses relacionamentos, poderemos superar essa lacuna e continuar a avançar de forma positiva.”
A demora do Itamaraty em conceder o agrément a Perez foi utilizada como justificativa para a revogação, em 4 de agosto, do visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti.
O agrément é um mecanismo previsto pela Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, tratado que disciplina as relações entre os Estados desde 1961. Antes que um país nomeie oficialmente um embaixador, deve consultar, de forma reservada, o governo que receberá esse representante.
No caso de Daniel Perez, Trump não seguiu o rito: seu governo divulgou a indicação antes da concordância do Brasil. A manobra provocou desconforto no Itamaraty por romper uma tradição diplomática consolidada entre os países.
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