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Deputado israelense ataca memorial palestino a marretadas
Zvi Sukkot, de extrema-direita, foi escoltado pelas forças armadas de Israel enquanto cometia o ato; depois, o exército do país afirmou que o deputado agiu ‘de forma enganosa e manipuladora’
Um deputado israelense de extrema-direita atacou um memorial palestino na Cisjordânia ocupada com uma marreta nesta terça-feira 25, enquanto estava sob escolta militar, um ato condenado tanto pelo exército quanto por políticos israelenses.
Imagens que circulam online mostram Zvi Sukkot, um colono e ativista, destruindo um monumento em homenagem aos mártires na aldeia palestina de Madama, no norte da Cisjordânia, enquanto soldados observavam.
“Há alguns dias, exigi que o Exército tomasse medidas para remover os monumentos que homenageiam terroristas nas aldeias dos assassinos, Madama e Burin. Infelizmente, eles permaneceram de pé. Então, fui até lá pessoalmente e os derrubei”, publicou Sukkot no Facebook, juntamente com um vídeo do ato.
O Exército israelense afirmou à AFP que Sukkot e seus assistentes fizeram uma “visita” à área “com segurança fornecida por soldados das Forças de Defesa de Israel que foram desviados de suas funções operacionais para esse fim”. ”
“Ao contrário da coordenação acordada, os participantes agiram de forma enganosa e manipuladora, sem autorização, desviando-se completamente do quadro aprovado, e começaram a demolir um dos monumentos em Madama”, acrescentou.
Segundo o Exército, os soldados relataram o incidente aos seus comandantes, que ordenaram que interrompessem a atividade, e “os participantes foram rapidamente escoltados para fora da aldeia”.
O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, afirmou que “fazer justiça com as próprias mãos, especialmente quando envolve figuras públicas, é uma prática repreensível”, acrescentou.
Rami Nassar, chefe do conselho da aldeia de Madama, disse à AFP que o memorial no centro da aldeia inclui os nomes dos mortos em uma batalha de 1968, durante a Primeira e a Segunda Intifadas, e até os dias atuais.
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