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Teresa Leitão pede à PGR e à PF informações sobre financiamento de ‘Dark Horse’
A líder do governo no Senado questiona quais procedimentos, petições, inquéritos e investigações tramitam ou tramitaram sobre o tema
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), pediu à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República informações relacionadas ao caso Dark Horse, que envolve o financiamento do filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Nos ofícios, a parlamentar questiona quais procedimentos, petições, inquéritos e investigações tramitam ou tramitaram sobre o suposto financiamento de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, à cinebiografia de Bolsonaro.
Há dois meses, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura de inquérito para apurar os repasses atribuídos a Vorcaro. O financiamento do filme teria sido negociado diretamente pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, em tratativas com o banqueiro para o repasse de 134 milhões de reais para bancar a produção.
A produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme, chegou a apresentar um balancete de gastos à Justiça de São Paulo, onde tramita uma ação relacionada ao caso, mas o documento não esclarece integralmente os financiamentos negociados pelo senador.
O documento aponta que a obra custou aproximadamente 13,3 milhões de dólares (pouco mais de 75 milhões de reais). O orçamento inicial aprovado para o longa-metragem, informou a Go Up, era de 16 milhões de dólares (89,7 milhões de reais), montante cerca de 44,8 milhões de reais menor do que a quantia que teria sido negociada pelo presidenciável com o banqueiro em 2025.
Uma das hipóteses trabalhadas pela Polícia Federal é de que parte dos recursos possa ter sido usada para custear despesas relacionadas à permanência do deputado cassado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Além do caso Dark Horse, a senadora do PT também questionou a PF e a PGR sobre a existência de procedimentos relacionados a uma disputa judicial envolvendo uma mansão avaliada em 10 milhões de reais em Angra dos Reis (RJ), que envolvem o jogador Richarlison e o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio.
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