Política
Deputado do PL se envolve em tumulto na UFBA; universidade aciona PF
O parlamentar teria ido à universidade para retirar supostos adesivos de apoio ao presidente Lula (PT) e ao governador Jerônimo Rodrigues (PT)
O deputado estadual pelo PL da Bahia Diego Castro se envolveu em uma confusão na manhã desta quinta-feira 20, durante visita à Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, a UFBA, em Salvador.
Castro disse ter ido à universidade após receber uma denúncia sobre a presença de supostos adesivos de apoio ao presidente Lula (PT) e ao governador Jerônimo Rodrigues (PT), que concorre à reeleição. A ação terminou com confronto físico e atividades acadêmicas precisaram ser encerradas.
Segundo o deputado, ele começou a retirar adesivos de campanha que estavam nas paredes externas da faculdade e passou a ser cercado por estudantes. Vídeos feitos durante o episódio e divulgados nas redes sociais mostram Castro discutindo com alunos. Em determinado momento, o deputado é empurrado. Em seguida, um integrante de sua equipe empurra um estudante contra uma parede.
Em nota, a UFBA informou que o estudante Tobias Muniz, presidente do Centro Acadêmico Vladimir Herzog, foi empurrado por um segurança que acompanhava o deputado e ficou ferido. Muniz passou por exame de corpo de delito e foi registrado um boletim de ocorrência. A direção da Faculdade de Comunicação também registrou ocorrência na Polícia Civil.
A universidade também informou que o episódio interrompeu uma atividade de recepção aos calouros, ressaltou que adotará medidas institucionais e jurídicas relacionadas ao episódio e disse ter acionado a Polícia Federal para discutir medidas de segurança no período eleitoral.
O secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, recebeu Muniz após o episódio e relatou ter encaminhado o caso ao Ministério Público e à Justiça Eleitoral.
O episódio também chegou à Assembleia Legislativa da Bahia. O deputado Hilton Coelho (PSOL) apresentou uma representação ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar pedindo a abertura de processo contra Castro e a perda de seu mandato por quebra de decoro.
No documento, o parlamentar afirma que o deputado e sua equipe teriam intimidado e agredido integrantes da comunidade acadêmica. Ele pediu que sejam analisadas imagens das câmeras de segurança, boletins de ocorrência, laudos periciais e depoimentos de vítimas e testemunhas. “A imunidade parlamentar não pode ser utilizada como autorização para violência e intimidação dentro de uma universidade pública”, afirmou Coelho.
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