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Alemanha, França, Itália e Reino Unido pedem que Israel interrompa expansão de assentamentos na Cisjordânia
Os países condenaram um enorme projeto de colonização no território palestino ocupado
França, Itália, Reino Unido e Alemanha pediram nesta quinta-feira 20 que Israel ponha fim à expansão dos assentamentos na Cisjordânia e condenaram um enorme projeto de colonização neste território palestino ocupado.
“Em um momento de grave instabilidade na Cisjordânia, com níveis sem precedentes de violência de colonos contra civis e sérias restrições à economia palestina, esta decisão é ainda mais preocupante”, afirmaram os quatro países em um comunicado conjunto.
O documento instou Israel “a retirar imediatamente esses planos e pôr fim à expansão de seus assentamentos na Cisjordânia”.
“O direito internacional estabelece claramente que os assentamentos israelenses na Cisjordânia são ilegais”, afirmaram os quatro países na nota conjunta.
“Esta é a posição da comunidade internacional, reafirmada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas”, recordaram.
Os assentamentos “nos afastarão ainda mais da paz” e também “enfraquecem ainda mais a posição internacional de Israel”.
A expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia vem provocando uma tensão crescente há semanas, marcada por ações violentas de colonos.
Diante desse cenário, o governo israelense teve de enviar tropas a um vilarejo da Cisjordânia para retirar grupos de colonos que cercavam casas de famílias palestinas.
O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, um firme defensor dos assentamentos israelenses na Cisjordânia, chegou a classificar o cerco como um “ato de terrorismo” contra uma das famílias palestinas.
Pouco depois das declarações de Huckabee, vários dirigentes israelenses foram ao assentamento de Ganim, no norte da Cisjordânia, que havia sido desmantelado em 2005 e foi reaberto na semana passada.
“Voltamos a Ganim e voltamos para ficar”, declarou durante a cerimônia o ministro da Defesa, Israel Katz.
O ataque do Hamas contra o sul de Israel que deu início ao conflito em 7 de outubro de 2023 matou 1.221 pessoas, a maioria civis.
Desde então, a ofensiva israelense deixou mais de 73 mil mortos em Gaza, segundo o Ministério da Saúde do território, sob autoridade do Hamas, cujos números são considerados confiáveis pela ONU.
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