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Um suspense de Gus Van Sant

Refém por um fio parte de um caso real e traz Al Pacino no elenco

Um suspense de Gus Van Sant
Um suspense de Gus Van Sant
Imagem: Angela Weiss/AFP e Stefania Rosini
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É com um suspense que, passados sete anos desde o seu último longa-metragem, A Pé Ele Não Vai Longe (2018), o cineasta norte-americano Gus Van Sant retorna aos cinemas.

Refém Por Um Fio, em cartaz desde a quinta-feira 20, baseia-se em um crime ocorrido em 1977 em Indianápolis, nos Estados Unidos. O episódio fora antes retratado no documentário Dead Man’s Line (2018), de Alan Berry e Mark Enochs.

No centro da trama está um pequeno incorporador imobiliário que, endividado e convencido de ter sido vítima de uma fraude, invade a empresa que detém sua hipoteca.

Ele vai munido de raiva e de uma espingarda de cano serrado. Lá chegando, encontra o filho do dono e o faz refém, prendendo ao pescoço dele um fio de aço ligado ao gatilho.

Para libertá-lo, exige 5 milhões de dólares e um pedido público de desculpas. À frente do papel está Bill Skarsgård. Outro astro do elenco é Al Pacino, no papel de um barão das finanças. Sua presença é citada, pela crítica internacional, como um dos pontos que conectam o filme a Um Dia de Cão (1975), de Sidney Lumet.

Ao suspense, Gus Van Sant acrescenta um tom de comicidade desconfortável. Mais uma vez, o diretor de Gênio Indomável (1997),

Elefante (2003), Paranoid Park (2007) e Milk: A Voz da Igualdade (2009) toma o pulso das tensões da sociedade.

Publicado na edição n° 1427 de CartaCapital, em 26 de agosto de 2026.

Este texto aparece na edição impressa de CartaCapital sob o título ‘Um suspense de Gus Van Sant’

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