Mundo
Trump ameaça com represálias econômicas ‘qualquer país’ que ajudar Irã
As declarações do presidente republicano ocorrem no momento em que a guerra entre Washington e Teerã se aproxima do sexto mês
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira 19 uma nova campanha de pressão econômica contra o Irã e ameaçou com consequências “tremendas” qualquer país que ajude ou faça negócios com a República Islâmica.
As declarações do presidente republicano ocorrem no momento em que a guerra entre Washington e Teerã se aproxima do sexto mês, sem perspectiva de uma solução para o conflito.
Trump também enfrenta um renovado escrutínio político interno por causa da guerra, com as eleições legislativas de meio de mandato marcadas para novembro.
“Hoje anuncio A OPERAÇÃO ECONÔMICA MAIS ESMAGADORA JÁ EMPREENDIDA CONTRA QUALQUER PAÍS! Será uma guerra econômica e um isolamento em uma escala sem precedentes”, escreveu Trump na Truth Social.
“Também anuncio que QUALQUER país que permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais ofereçam qualquer tipo de tábua de salvação ao Irã enfrentará, por sua vez, TREMENDAS consequências econômicas”, acrescentou.
O presidente americano não deu detalhes sobre quais tipos de punições os países enfrentariam. Tampouco mencionou qualquer país específico em sua publicação.
Seus comentários foram feitos quase uma semana depois de o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmar que os Estados Unidos imporiam ao Irã um isolamento econômico “como o mundo nunca viu antes”.
Apesar de uma recente pausa nos ataques com mísseis, o Irã segue impondo um bloqueio ao transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, após o fracasso de um acordo-quadro entre Washington e Teerã para reabrir a passagem.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



