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Balanço de mortos em terremoto na Indonésia sobe a 51

Pelo menos 5 mil pessoas procuraram abrigos temporários em região com 1,5 milhão de residentes na ilha de Flores

Balanço de mortos em terremoto na Indonésia sobe a 51
Balanço de mortos em terremoto na Indonésia sobe a 51
Crpeditos: ARNOLD WELIANTO / AFP
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Um poderoso terremoto de magnitude 7,7 atingiu a ilha de Flores, na Indonésia, neste sábado 15 matando pelo menos 51 pessoas, segundo o balanço oficial das autoridades. Outras 101 pessoas ficaram feridas, enquanto mais de 900 casas foram destruídas e outras 450 sofreram danos. Cerca de 5 mil pessoas foram forçadas a se deslocar para abrigos temporários.

Socorristas procuravam neste domingo por pessoas que poderiam estar presas em montanhas de escombros que resultaram de deslizamentos de terra após o tremor. tremor provocou deslizamento de terras.

Um alerta de tsunami chegou a ser emitido e depois retirado. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o tremor ocorreu a uma profundidade de cerca de 10 quilômetros e a aproximadamente 70 quilômetros da cidade de Ende, na região central de Flores.

Cerca de 1,5 milhão de pessoas vivem em áreas que sofreram fortes tremores, segundo o USGS. Foram sentidos pelo menos 235 choques secundários, disse a agência meteorológica da Indonésia. Mais tarde, um segundo terremoto atingiria a Indonésia, desta vez na província de Sumatra do Norte, com magnitude estimada em 6,9 pelo USGS.

Pânico e evacuação na ilha de Flores

O chefe da polícia local na Ilha de Flores, Rudi Darmoko, disse no sábado que quedas de energia em cidades e vilarejos dificultavam o fluxo de informações e complicado os esforços de busca e resgate. “Continuamos coletando relatos sobre danos e vítimas, mas há interrupções nas comunicações,” afirmou horas após o terremoto.

Os deslizamentos de terra também bloquearam uma estrada pavimentada, com cerca de 700 quilômetros, que atravessa a Ilha de Flores.

Houve pânico nas áreas que sentiram o terremoto. Estudantes do Seminário Maior São Pedro, em Sikka, que participavam da missa matinal, fugiram quando o teto de um salão de reuniões desabou, afirmou o reverendo Guidelbertus Tanga, reitor da instituição, conhecida localmente como Seminário Ritapiret.

“Pelo menos um padre sofreu uma fratura na perna ao pular do segundo andar de um prédio durante o terremoto,” disse Tanga.

Imagens exibidas por emissoras locais mostraram pacientes sendo retirados de vários hospitais por precaução após o tremor. Funcionários transferiram equipamentos para áreas externas, incluindo camas, suportes para soro e cilindros de oxigênio, e montaram áreas temporárias de atendimento para se adaptar às condições de emergência.

A Agência Nacional de Gestão de Desastres mobilizou um helicóptero para auxiliar na logística e dar suporte às operações de resposta à emergência, incluindo possíveis novas operações de evacuação.

Zona turística de difícil acesso

O apoio aéreo é considerado crucial devido à geografia da região, composta por numerosas ilhas e marcada por grandes desafios de transporte e acesso.

Flores faz parte da província de Nusa Tenggara Oriental. A parte ocidental da ilha, incluindo o centro turístico de Labuan Bajo, é muito procurada como ponto de partida para mergulho, snorkeling e passeios ao Parque Nacional de Komodo, lar dos dragões-de-komodo, que podem atingir aproximadamente dois metros de comprimento.

Já a parte central da ilha, ao redor de Ende, é mais remota e possui pouca infraestrutura turística.

Flores é uma das mais de 17 mil ilhas que compõem a Indonésia. O país está localizado no Círculo de Fogo do Pacífico, uma das regiões geologicamente mais ativas do mundo, onde terremotos e erupções vulcânicas são frequentes. Em contraste, os terremotos são raros no Brasil, embora já tenham marcado a história do país.

Em 2018, um terremoto de magnitude 7,5 gerou um grande tsunami que devastou áreas costeiras no leste da Indonésia. A liquefação do solo causada pelos tremores transformou bairros inteiros em rios de lama na cidade de Palu, situada sobre a Falha Palu-Koro. O desastre deixou mais de 4,4 mil mortos.

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