Mundo
Sheinbaum chama de ingerência a revogação de vistos dos EUA de políticos mexicanos
Desde que assumiu a Presidência em 2025, Trump endureceu as medidas para entrada no País
A presidenta do México, Claudia Sheinbaum, classificou, nesta sexta-feira 14, como “ingerência” a revogação de vistos dos Estados Unidos de políticos mexicanos, entre eles o filho de seu antecessor, Andrés Manuel López Obrador.
Andrés Manuel López Beltrán, que até maio era o número dois do partido governista Morena, divulgou, na quinta-feira à noite, uma carta dirigida ao presidente americano, Donald Trump, na qual protesta contra a revogação de seu visto.
Sem se referir especificamente ao caso, Sheinbaum afirmou em sua coletiva de imprensa matinal que essas revogações representavam “uma tentativa de interferir” e tinham “um sentido político, infelizmente”.
Questionada depois sobre a carta de López Beltrán, a presidente afirmou que o político “tem o direito de escrever o que decidir”.
Aliada do ex-presidente López Obrador, Sheinbaum insistiu que “não deve haver ingerência de nenhum país” nos assuntos do México. “Colabora-se, coordena-se, mas de igual para igual”, enfatizou.
Na carta, López Beltrán acusou o secretário de Estado, Marco Rubio, e o subsecretário Christopher Landau de “ordenarem” a revogação e pediu a Trump a demissão de ambos.
Sobre a denúncia, um porta-voz da embaixada americana afirmou à AFP que “os registros de vistos são confidenciais segundo a legislação americana” e que casos individuais não podem ser detalhados.
Desde 2025, os Estados Unidos revogaram os vistos de vários políticos mexicanos, entre eles prefeitos e governadores. Veículos locais apontaram uma possível relação desses funcionários com o crime organizado.
Desde que assumiu a Presidência em 2025, Trump endureceu as medidas para entrada no País.
López Beltrán iniciou formalmente sua carreira política em 2024 como segundo no comando do Morena, fundado por seu pai, e busca uma vaga de deputado federal pelo estado de Tabasco nas eleições legislativas de 2027.
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