Política
Haddad relata possível intimidação em abordagem da PM de Tarcísio e cobra investigação
O caso ocorreu na noite desta terça-feira 11, segundo o ex-ministro da Fazenda, que enfrentará o governador de São Paulo nas urnas
Candidato do PT ao governo de São Paulo, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad relatou nesta quarta-feira 12 uma suposta tentativa de intimidação por agentes da Polícia Militar e afirmou que pedirá providências à Secretaria Estadual de Segurança Pública, subordinada ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), seu adversário na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes em outubro.
Segundo a versão de Haddad, o episódio ocorreu na noite de terça-feira, quando ele retornava para casa após participar de um evento na Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco, no centro da capital, por volta das 22h30. O carro em que estava teria sido abordado por uma viatura da PM “de forma um pouco ostensiva, mas rápida”.
“Achei um episódio relativamente normal, acontece de você estar fazendo uma ronda. Mas o meu carro, depois que me deixou em casa, foi acompanhado por essa viatura da polícia durante muito tempo, de forma um pouco ostensiva e intimidadora”, afirmou Haddad, em coletiva de imprensa após sabatina na sede da Ordem dos Advogados do Brasil.
Ainda conforme o relato, a abordagem inicial ocorreu a distância: os policiais teriam usado os faróis da viatura para identificar quem estava no carro. Haddad disse não ter considerado a ação, por si só, estranha. A situação, porém, teria mudado depois que o candidato deixou o veículo.
Segundo o ex-ministro, o motorista passou a ser acompanhado pela mesma viatura, que teria emparelhado, se aproximado pela traseira e, posteriormente, estacionado junto a um hotel.
Os agentes, de acordo com Haddad, portavam três fuzis e não deixaram a viatura em qualquer momento para solicitar documentos ou realizar uma abordagem formal. Além disso, os policiais teriam dito para o motorista “vazar” do local após a verificação, conforme o relato do candidato. A ação teria durado cerca de 40 minutos.
“Eu entrei em casa e não estava minimamente preocupado com isso, mas o motorista depois relatou a mim e ao doutor Hélio Silveira, meu advogado. Estamos levando as informações para o governo do estado, para as autoridades competentes, para saber o que aconteceu. Pode ter sido coincidência, pode ter sido confusão, mas tem que haver no mínimo uma apuração”, finalizou.
CartaCapital pediu uma manifestação da Secretaria de Segurança Pública e atualizará esta reportagem se obtiver resposta.
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