Política
Campanha de Lula terá ‘comitê de mães’ para fazer frente a investidas da direita
A proposta é disputar espaço com uma agenda centrada em políticas públicas e direitos sociais
De olho no eleitorado feminino, a campanha à reeleição do presidente Lula (PT) prepara a criação do Comitê Nacional Mães com Lula, voltado à mobilização de mulheres e à discussão de pautas relacionadas à maternidade. O lançamento está previsto para a próxima quinta-feira 13, em uma plenária online.
A iniciativa deverá funcionar como um espaço para reunir demandas de mães e organizar uma agenda política específica para esse segmento. Entre as propostas em discussão está a universalização do acesso a creches em tempo integral.
A estratégia busca levar a disputa eleitoral para temas ligados à rotina e à sobrecarga das mulheres. A ideia é tratar a maternidade também como uma questão de política pública, com foco em cuidados, educação infantil e divisão das responsabilidades familiares.
Na semana passada, o comitê divulgou uma carta que apresenta a exaustão como uma das marcas da experiência de mães brasileiras e convoca mulheres a participar da construção da iniciativa. O texto já conta com a adesão de expoentes da causa, a exemplo das deputadas Talíria Petrone (RJ), Sâmia Bomfim (SP), ambas do PSOL, e das candidatas ao Senado Benedita da Silva (PT-RJ) e Manuela D’Ávila (PSOL-RS).
Integrantes da campanha petista à frente dessa articulação avaliam que a iniciativa pretende fazer frente à mobilização da direita para atrair mulheres, especialmente mães, por meio de pautas relacionadas à família, à educação e aos costumes. A proposta é disputar esse espaço com uma agenda centrada em políticas públicas e direitos sociais.
Um dos exemplos citados pelos organizadores é a atuação de grupos ultraconservadores latino-americanos que passaram a mobilizar mães em torno dessas pautas, como a campanha “Con Mis Hijos No Te Metas”, iniciada no Peru em 2016 e posteriormente difundida por outros países da região.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Na volta do Congresso, Lula mira pautas com maior chance de acordo antes da eleição
Por Vinícius Nunes
Com foco em ‘soberania’, programa de Lula cita fim da 6×1, manutenção do arcabouço e combate a ‘distorções’ nas emendas
Por Wendal Carmo




