Maria Rita Kehl: ‘A esquerda ainda não produziu outro líder com o carisma de Lula’
A escritora e psicanalista reflete sobre o legado da ditadura, a Lei da Anistia, seu trabalho na Comissão Nacional da Verdade e a tentativa de golpe de 8 de Janeiro
A coletânea ‘A história dos vencidos’, de Maria Rita Kehl, reúne 47 crônicas e colunas publicadas nas revistas ‘CartaCapital’ e ‘Cult’ entre 2022 e 2026. Nesta entrevista, concedida às vésperas do lançamento do livro, Kehl analisa a ascensão da extrema direita brasileira e os desafios do campo progressista no período pós-Lula: “Não vejo outro líder com o mesmo carisma. Mas acho que posso dar umas aulas para o Fernando Haddad”. Uma conversa sobre memória, ressentimento, democracia e o dever de contar a história pela perspectiva dos vencidos — daqueles cujas lutas e dores tantas vezes foram apagadas pelos vencedores.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



