Augusto Diniz | Música brasileira
Jornalista há 25 anos, Augusto Diniz foi produtor musical e escreve sobre música desde 2014.
Augusto Diniz | Música brasileira
Edgar apresenta performance que vai de cantos indígenas ao reggae
‘Urutau’ está em cartaz no Instituto Capobianco, reúne 15 pessoas no palco e trata de uma investigação sonora dentro de uma instalação de luz
Depois dos discos, das artes plásticas e do audiovisual, Edgar (conhecido anteriormente por Novíssimo Edgar) agora vai ao teatro apresentar seu espetáculo Urutau. Trata-se de um trabalho cênico-musical no qual se desenvolve uma investigação sonora dentro de uma instalação de luz criada pela artista visual Wagner Antônio.
“Urutau é um pássaro amazônico, conhecido como mãe-da-lua. Ele tem hábitos noturnos e canta como se fossem lamentos. E essa ação performática que a gente vai fazer é um piano que sonha em ser um urutau. A performance faz essa transformação acontecer”, conta o multiartista Novíssimo Edgar.
O espetáculo Urutau tem temporada de 7 a 30 de agosto, às sextas, sábados e domingos, no Instituto Capobianco – Rua Álvaro de Carvalho, 97, centro da capital paulista. O projeto faz parte do Vértice, programa de residências artísticas da instituição.
A performance, com 15 pessoas no palco, tem reunião de ritmos musicais, com cantos indígenas, de lavadeira, rap, reggae e rock setentista. “Temos também alguns momentos de música árabe, com a influência da geopolítica desse momento”, complementa.
Segundo o multiartista, o trabalho é chamado de investigação sonora porque, ao longo do espetáculo, se busca experimentações com timbres, ruídos e outros tipos de sons.
Edgar conta que agora resolveu encarar o desafio de fazer teatro na carreira. “A dificuldade do teatro é se manter, ainda mais nesse momento de desmonte gigantesco que está acontecendo na política (teatral)”, diz.
Edgar é conhecido por atuar em diferentes áreas artísticas. Nas artes plásticas, tem um trabalho de costura de tecidos, prática adquirida com a família em Guarulhos, onde nasceu e se criou.
No audiovisual, entre seus trabalhos, está o curta-metragem Erva de Gato (2023), o qual fez direção e roteiro. O filme integrou a programação do Festival do Rio na época do lançamento.
Seu último disco foi lançado este ano, o Rewind – trata-se de seu décimo registro fonográfico na carreira. Na música, Edgar trabalha com o rap experimental e acento forte de canto falado.
No Rewind, usou como base instrumental o riddim, um ritmo ligado ao reggae. Até o final do ano, ele lança álbum com Os Fita (duo do Rio de Janeiro formado por Abel Duarte e Cainã Bomilca), reunindo drum and bass e garage, com participação de Ana Frango Elétrico, Jup do Bairro, entre outros.
Assista à entrevista de Edgar a CartaCapital:
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