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Michelle Bolsonaro falta a convenção, mas é confirmada como candidata do PL ao Senado no DF
A ex-primeira-dama era esperada no evento ao lado do enteado Flávio, mas deixou de comparecer após ter sido internada por dores de cabeça
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) foi confirmada como candidata ao Senado em convenção da legenda no Distrito Federal no domingo 2. O evento, entretanto, não contou com a presença dela, que tinha recebido alta no mesmo dia após ter sido internada em um hospital de Brasília após dores de cabeça persistentes.
A convenção do partido oficial do bolsonarismo no DF homologou, também, a candidatura da hoje deputada federal Bia Kicis ao Senado (há duas vagas em disputa). Além disso, o evento marcou a confirmação do apoio da legenda à reeleição de Celina Leão (PP) ao governo local.
Presidenciável da sigla, o senador Flávio Bolsonaro compareceu à cerimônia, que marcaria o primeiro encontro público dele com Michelle após os atritos nos últimos meses, mas a ausência dela frustrou as expectativas.
A ex-primeira-dama foi internada no sábado após um quadro de cefaleia e, de acordo com boletim médico, passou por um procedimento de bloqueio anestésico de nervos cranianos. O comunicado do hospital, divulgado no fim da tarde de domingo, quando o evento do PL já havia começado, informava que ela teria alta ainda no domingo, mas ainda assim ela não compareceu.
De acordo com aliados, a ausência deveu-se aos efeitos dos medicamentos, que a deixaram sonolenta. Michelle enviou uma carta lida pelo seu irmão Diego Torres, que será seu primeiro suplente.
O texto, que se refere a Flávio como “nosso futuro presidente”, diz que Jair Bolsonaro escolheu o filho para estar à frente da “multidão de pessoas do bem” que está se levantando no Brasil. “O meu marido escolheu o Flávio para estar à frente dessa multidão e nós vamos caminhar juntos e a passos largos para impedir que o mal seja audacioso e continue a castigar o nosso povo”, afirma um trecho do comunicado.
A ex-primeira-dama resistia a entrar na disputa após expor as desavenças com o senador, em um vídeo divulgado no fim de junho. Na ocasião, ela disse ter sido “maltratada e desrespeitada” por Flávio após divergências em relação à montagem do palanque do PL no Ceará. A crise, porém, durou menos de um mês. Em 23 de julho, Flávio pediu desculpas publicamente a Michelle, reconhecendo que ela merecia ser “respeitada” por sua atuação política. A madrasta aceitou o pedido do enteado, afirmou que “todos cometem erros” e defendeu a reunificação da direita para a disputa eleitoral.
A reconciliação, articulada por Kicis, Celina e pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), abriu caminho para a retomada do diálogo entre os dois e reduziu a tensão dentro do partido. Agora, aliados do presidenciável esperam que Michelle entre na campanha do enteado, atuando para reduzir a resistência que Flávio enfrenta no eleitorado feminino e evangélico.
Durante discurso na convenção do PL, o senador desejou melhoras à madrasta e disse que a eleição dela é “fundamental” para formar um Senado que, segundo ele, fará com que os ministros do Supremo Tribunal Federal “voltem a respeitar a Constituição”.
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