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Tereza Cristina indica aceitar ser vice de Flávio Bolsonaro, mas federação União-PP resiste
Principal cotada para a vice do filho de Jair Bolsonaro, a senadora até então resistia à possibilidade
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) indicou que tem interesse em compor a chapa de Flávio Bolsonaro (PL), mas o acerto ainda encontra resistência na cúpula da União-Progressista, federação do PP com o União Brasil. Integrantes da direção nacional veem no movimento ‘repentino‘ da senadora mais uma frente de pressão do PL para que a federação reveja a posição de neutralidade na disputa presidencial.
Principal cotada para a vice do filho de Jair Bolsonaro, sobretudo pela interlocução com o agro, Tereza até então resistia à possibilidade, mas relatou a aliados nos últimos dias que agora aceita embarcar na empreitada. A composição foi o assunto de uma reunião que a senadora teve com Flávio na noite desta quarta-feira 29.
Em nota, ela confirmou o encontro, mas reforçou que a decisão carece de “avaliações políticas e pessoais, além de consultas e acertos partidários”.
A operação para convencê-la contou com participação de alguns caciques partidários, a exemplo de Michel Temer e Valdemar Costa Neto, e de interlocutores do setor produtivo. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também teria atuado neste sentido, de acordo com relatos de pessoas que acompanharam as tratativas.
O presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, foi comunicado sobre a possível aliança por Tereza. Ao consultar os demais integrantes da executiva nacional pepista, recebeu a sinalização de que a posição de neutralidade não deve ser revista. Ainda assim, o senador do Piauí tem consultados os representantes do partido nos estados sobre o assunto. O prazo limite para uma decisão é o dia 5 de agosto.
Nos bastidores, integrantes do União Progressista dizem considerar que a mudança de posicionamento da senadora reflete uma barganha do PL para evitar que a candidatura de Flávio chegue isolada na campanha presidencial, beneficiando o seu adversário Lula (PT).
O desgaste que o filho de Jair Bolsonaro enfrenta pela associação com o tarifaço imposto por Donald Trump tem afastado o apoio do Centrão, que prefere “ficar longe de polêmicas” e priorizar a eleição dos seus quadros para os governos estaduais e no Parlamento. No PP, também restam mágoas sobre a forma como Flávio se comportou em meio à operação da Polícia Federal contra Nogueira pela relação com o caso Master.
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