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Paulo Figueiredo dobra aposta e debocha de jornalistas após críticas por comentários misóginos
O influenciador bolsonarista comparou profissionais de imprensa a prostitutas ‘pagas’ pelo governo federal
O influenciador Paulo Figueiredo, aliado de primeira hora da família Bolsonaro, dobrou a aposta após repercussão negativa de ataques que direcionou a profissionais de imprensa, especialmente mulheres, ao associá-las a ‘putas pagas’ pelo governo federal para beneficiar o presidente Lula (PT). Em postagem no X (antigo Twitter) nesta quinta-feira, ele debochou das críticas que recebeu.
Durante uma live, Figueiredo atacou a jornalista Miriam Leitão, direcionando à profissional agressões semelhantes às que o ex-presidente Jair Bolsonaro dirigiu à deputada Maria do Rosário (PT-RS), ao dizer que a parlamentar “não merecia” ser estuprada por ser feia. O influenciador se referiu à jornalista como ‘Miriam Leitoa’ e acrescentou: “é mais uma que não merece ser estuprada“.
Diante a repercussão negativa do episódio, condenado por sindicatos e associações representativas de profissionais da imprensa, o influenciador bolsonarista publicou uma ‘nota de desculpas’ que, na prática, reforça as ofensas direcionadas aos profissionais de imprensa e às mulheres.
No texto, Figueiredo diz ter deixado claro que os comentários não tinham um alvo específico, e culpou o “baixo grau de escolarização” de alguns jornalistas, que poderia ter levado à má compreensão do que foi dito.
“Assim sendo, quero expressar aqui meus mais sinceros pedidos de desculpas ÀS PUTAS BRASILEIRAS que tenham se sentido ofendidas por tal comentário”, escreveu.
As novas declarações de Figueiredo chegam em um momento em que a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) tenta diminuir o desgaste com o público feminino, acentuado após a crise pública com a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro. Uma pesquisa pesquisa Datafolha divulgada em 24 de julho mostrou que Flávio é o candidato com maior rejeição entre as mulheres.
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