Política
Silos da Favela do Moinho, no centro de São Paulo, começam a ser demolidos
A favela era a última de grande porte na região central da capital paulista
O conjunto de seis silos que simbolizava a Favela do Moinho, no centro de São Paulo, começou a ser demolido na última segunda-feira 27 pelo governo paulista. Era a última favela de grande porte na região central da capital.
A estrutura serviu, na década de 1960, ao complexo industrial do Moinho Central, composto por uma fábrica de ração e farinha e por grandes silos de armazenamento de grãos. Com o encerramento da atividade, entre o fim dos anos 1980 e o início dos 90, os terrenos passaram a ser ocupados por famílias sem moradia, dando início à comunidade que existiu por mais de três décadas no bairro de Campos Elíseos, distrito de Santa Cecília.
A remoção da comunidade ocorreu após um acordo entre o governo Lula (PT) e a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos). O acerto previa a cessão da área ao estado, que deseja construir um parque e uma estação de trem.
Os governos federal e estadual acordaram um subsídio de 250 mil reais para que cada família comprasse a sua nova moradia. A União se comprometeu com 180 mil, e o estado, com 70 mil.
O terreno, no entanto, ainda não está totalmente desocupado. Três famílias permanecem no local e convivem com os destroços das casas, que chegaram a acomodar mais de 800 famílias.
O processo de desocupação foi marcado por um descompasso entre a retirada das famílias e as condições legais para que elas tivessem acesso às novas moradias, em processo conduzido pela CDHU e pela Caixa Econômica Federal. A comunidade também foi alvo de conflito com a Polícia Militar.
A gestão Tarcísio argumenta que a demolição dos silos, mesmo com moradores no local, é necessária por questões de segurança, já que a estrutura, construída há mais de 70 anos, estaria sob risco de colapsar.
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