Mundo
Bombeiros avançam na luta contra incêndios florestais na Espanha
Dezenas de milhares de pessoas tiveram de deixar suas casas na região de Madri
Os bombeiros avançavam nesta terça-feira 28 após uma noite com “resultado razoavelmente positivo” no combate aos incêndios florestais que devastam áreas próximas a Madri e obrigaram dezenas de milhares de pessoas a abandonar a região, afirmou o ministro do Interior da Espanha, Fernando Grande-Marlaska.
O governo espanhol mantém em vigor, desde a semana passada, o estado de emergência nacional para alguns dos piores incêndios florestais da história, que prosseguem em vários focos: na região de Madri, nas províncias vizinhas de Ávila e Toledo e na região de Valência, no leste do país.
“Foi um trabalho muito importante e com um resultado razoavelmente positivo durante a noite. Hoje podemos estar um pouco mais tranquilos”, afirmou Grande-Marlaska em entrevista à televisão pública espanhola.
“Estamos em horas críticas, falamos de um momento fundamental em que é necessário trabalhar para se antecipar à chegada de uma nova onda de calor”, acrescentou.
Os bombeiros permanecem em alerta máximo diante da previsão, para quarta-feira, de temperaturas muito elevadas, baixa umidade e ventos mais fortes, um cenário que poderia dificultar os esforços para controlar as chamas.
As autoridades estavam particularmente preocupadas na segunda-feira com a situação do foco mais crítico, em uma área ao norte do reservatório de San Juan, quase 70 km ao oeste de Madri, mas Marlaska ressaltou que o resultado dos trabalhos de extinção durante a noite foi “positivo”.
A presidente regional de Madri, Isabel Díaz Ayuso, afirmou que “a situação dos incêndios melhora pouco a pouco”, o que permite que “hoje sejamos mais otimistas e se possa planejar a volta a vários municípios com segurança”.
Segundo dados do Ministério do Interior, 63 mil pessoas receberam ordens para abandonar suas casas, quase metade delas em Madri. Mais de 4 mil foram autorizadas a retornar para suas residências na região de Toledo na segunda-feira.
Marlaska afirmou que os incêndios recentes devastaram 77 mil hectares, o que eleva para 175 mil hectares a superfície total queimada desde o início do ano na Espanha, seis vezes mais do que o registrado no mesmo período em 2025.
Na França, as autoridades anunciaram nesta terça-feira que retiraram 4 mil pessoas de acomodações turísticas em Lacanau, localidade próxima ao grande incêndio que devasta o sudoeste do país, diante de um possível agravamento da situação com a volta do calor.
O aumento previsto das temperaturas provoca o temor de um agravamento do megaincêndio que destruiu 42 mil hectares na região.
Antes da retirada desta terça-feira, quase 220 mil pessoas já haviam sido obrigadas a abandonar suas casas e áreas turísticas desde 22 de julho por causa do incêndio, um dos piores na França desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
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