Política

PT vai ao TSE contra Eduardo Bolsonaro por declarações sobre urnas eletrônicas

A Federação Brasil da Esperança quer que o ex-deputado federal seja impedido de divulgar informações falsas sobre o sistema eleitoral brasileiro

PT vai ao TSE contra Eduardo Bolsonaro por declarações sobre urnas eletrônicas
PT vai ao TSE contra Eduardo Bolsonaro por declarações sobre urnas eletrônicas
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. Foto: Saul Loeb/AFP
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Eleições 2026

A Federação Brasil da Esperança — composta pelo PT, PV e PCdoB — vai ajuizar uma representação nesta segunda-feira 27 no Tribunal Superior Eleitoral contra Eduardo Bolsonaro após o ex-deputado federal realizar uma transmissão ao vivo com declarações falsas contra as urnas eletrônicas e o sistema eleitoral brasileiro.

Na live, realizada na última quinta-feira 23, Eduardo recebeu o marqueteiro argentino Fernando Cerimedo e disseminou informações sabidamente falsas sobre o sistema eleitoral brasileiro. Os dois chegaram a citar — sem apresentar provas — supostos “arquivos da CIA” para colocar em dúvida a segurança das urnas

“Não se pode admitir a circulação, na esfera pública, de desinformação pura e simples contra a lisura de um sistema eletrônico de votação adotado há mais de três décadas e que assegura, com sobras, a segurança dos dados, o sigilo do voto e a eficiência na apuração dos resultados”, diz a representação.

O documento ainda diz que Fernando Cerimedo seria um “notório difusor de notícias falsas sobre o tema, de funesto protagonismo no pleito de 2022, adiante rememorado”. Na eleição de 2022, o argentino foi uma das vozes nas redes sociais que tentou dar fôlego à narrativa de que o pleito tinha sido fraudado, e que, na verdade, Jair Bolsonaro (PL) tinha vencido Lula (PT) nas urnas.

Foi ele o responsável por divulgar nas redes um ‘dossiê’ com um conjunto de informações falsas sobre as eleições no País. O vídeo, publicado em 2022, chegou a ter mais de 400 mil visualizações.

Os partidos pedem que a transmissão seja retirada do ar, sob pena de multa de até 150 mil reais por hora de descumprimento, e que Eduardo seja impedido de divulgar novos conteúdos similares. Além disso, a federação propõe que o ex-deputado seja multado em 30 mil reais.

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