Mundo
Nicarágua adia aprovação de reforma que exclui opositores de eleições
A votação do projeto estava prevista para agosto
A Nicarágua adiou para setembro a aprovação de uma reforma constitucional que busca excluir os partidos de oposição das eleições, anunciou nesta segunda-feira 27 a copresidente do país, Rosario Murillo.
A Assembleia Nacional e autoridades eleitorais — controladas pelo governo — preparam as leis solicitadas pelo presidente Daniel Ortega para que não participem do pleito “traidores” e “golpistas” a serviço dos Estados Unidos, como ele costuma se referir aos seus adversários. A votação do projeto estava prevista para agosto.
“Concluído o processo de consulta, a comissão especial vai elaborar o relatório correspondente para apresentação ao plenário com o objetivo de aprovar a reforma constitucional nos primeiros dias” de setembro, disse Rosario a um veículo estatal.
A copresidente e mulher de Ortega informou que a iniciativa foi apresentada nesta segunda-feira ao corpo diplomático, e que o processo de consulta vai abranger vários setores. “Aguardamos os resultados desse primeiro encontro respeitoso e amigável com a comunidade diplomática.”
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.


