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Moraes pede informações sobre falhas na tornozeleira de ‘Débora do Batom’

A cabeleireira é um dos símbolos da obsessão bolsonarista pela anistia aos golpistas do 8 de Janeiro

Moraes pede informações sobre falhas na tornozeleira de ‘Débora do Batom’
Moraes pede informações sobre falhas na tornozeleira de ‘Débora do Batom’
Foto: Joedson Alvez/Agência Brasil
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, deu cinco dias para a Administração Penitenciária do estado de São Paulo esclarecer se as falhas registradas na tornozeleira eletrônica da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”, decorrem de falha operacional ou efetiva violação.

O pedido desta segunda-feira 27 de Moraes se deu em meio a solicitação da defesa de Débora para que a bolsonarista tenha a pena reduzida. O ministro ainda determinou que a Penitenciária Feminina de Tremembé informe se a condenada concluiu cursos profissionalizantes na unidade prisional.

Débora foi condenada a 14 anos de prisão por participação nos atos golpistas do 8 de Janeiro. Na ocasião, escreveu “perdeu, mané” na estátua da Justiça, localizada na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Atualmente, ela responde em regime domiciliar pelos crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

A cabeleireira se tornou um dos símbolos da obsessão bolsonarista pela anistia aos golpistas do 8 de Janeiro. Eles alegam que ela pode ficar vários anos presa “apenas” por pela pichação.

A denúncia, contudo, diz que Débora, de maneira livre, consciente e voluntária, associou-se a centenas de outras pessoas — algumas delas armadas — para praticar atos contra o processo eleitoral. Isso teria ocorrido entre o início da eleição de 2022 e o 8 de Janeiro.

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