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MDB segue o Centrão e não irá declarar apoio presidencial no primeiro turno
Em meio à dificuldade das candidaturas de direita, o movimento reforça a estratégia de ampliar espaço no Congresso, independentemente de quem vença a Presidência
O MDB decidiu, nesta segunda-feira 27, não formalizar apoio a nenhum candidato à Presidência da República no primeiro turno e liberou os diretórios estaduais para fecharem alianças de acordo com as realidades locais. A decisão foi aprovada durante a convenção nacional da legenda.
Em nota oficial, o partido informou que a prioridade será a eleição de governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais. O presidente nacional da sigla, Baleia Rossi (SP), afirmou que a decisão “acaba unindo e pacificando” o MDB, fortalecendo a legenda para obter resultados nos Estados. Ele também projetou crescimento da bancada federal e no Senado, dizendo ter “absoluta convicção” de que o partido ampliará sua representação nas duas Casas.
Na prática, a posição aproxima o MDB de União Brasil e PP, que já haviam sinalizado neutralidade na corrida ao Palácio do Planalto. O Republicanos ainda mantém conversas com a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) sobre um eventual apoio, mas a tendência predominante na legenda também é de permanecer sem alinhamento nacional no primeiro turno.
O movimento indica uma estratégia compartilhada entre os principais partidos do Centrão de concentrar esforços nas disputas por governos estaduais e, principalmente, na ampliação das bancadas na Câmara dos Deputados e no Senado. Com maior representação no Congresso, essas siglas ampliam sua força e sua capacidade de negociação independentemente de quem vença a eleição presidencial.
Nesse cenário, a expectativa é que o bloco preserve margem para negociar apoios apenas em um eventual segundo turno.
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