O casarão que ninguém via no Centro de São Paulo
Saiba mais sobre essa história — e como ela se relaciona com uma das principais lendas urbanas brasileiras, a ‘Loira do Banheiro — na reportagem de Carlos Minuano. Fotos: Renato Luiz Ferreira/CartaCapital.
Allan Ruiz caminha pela Rua Roberto Simonsen, no Centro de São Paulo, como quem anda dentro de um mapa. Uma espécie de caçador de prédios perdidos, transformou a busca por imóveis históricos e ociosos em uma rotina: catalogou mais de 350 no centro paulistano nos últimos sete anos. Ele comprou um casarão que, por décadas, quase ninguém pareceu notar, embora esteja cercado de museus e marcos da história paulistana.
Quando fechou a compra, Ruiz não fazia ideia de quem havia projetado aquele prédio. Foi preciso seguir uma pista quase acidental, gravada na parede, para descobrir que o casarão carregava a assinatura de um dos arquitetos mais importantes da história de São Paulo: Ramos de Azevedo, responsável por marcos como a Pinacoteca e o Theatro Municipal.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.



