Mundo
Hamas anuncia a eleição de Khalil al-Hayya como seu novo líder
Ex-líder da Irmandade Muçulmana, é considerado uma das figuras moderadas do grupo, de cuja fundação participou em 1987
O movimento islamista palestino Hamas anunciou, nesta segunda-feira 20, a eleição de Khalil al-Hayya, seu principal negociador nas conversas indiretas de cessar-fogo com Israel, como o novo chefe de seu gabinete político.
“O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) anuncia a eleição de nosso irmão mujahidin Khalil al-Hayya como chefe do gabinete político do movimento, substituindo o líder mártir Yahya al-Sinwar”, declarou o Hamas em comunicado.
Sinwar, acusado por Israel de ser um dos principais arquitetos dos ataques de 7 de outubro de 2023, foi morto por forças israelenses em Gaza um ano depois.
Desde sua morte, o Hamas tem sido liderado por um conselho chefiado pelo veterano Mohamed Darwish.
Nascido em 1960, al-Hayya sobreviveu a uma tentativa de assassinato israelense em Doha no ano passado; um de seus filhos morreu no ataque.
Esse ex-líder da Irmandade Muçulmana, cuja influência se consolidou mais nos corredores da diplomacia do que no campo militar, é considerado uma das figuras moderadas do Hamas, de cuja fundação participou em 1987.
Alto, de ombros largos e com uma barba branca cuidadosamente aparada, esse sexagenário dirige, a partir de seu exílio, o movimento islamista na Faixa de Gaza.
Cresceu em uma família conservadora e religiosa, estudou na Universidade Islâmica de Gaza e, depois, obteve um mestrado na Jordânia e um doutorado em direito islâmico no Sudão.
Também passou três anos em uma prisão israelense no fim da década de 1990 por pertencer ao Hamas e sobreviveu a outras duas tentativas de assassinato, em 2007 e em 2014.
Após ser eleito deputado em 2006, tornou-se, em 2017, vice-presidente da direção política do Hamas para a Faixa de Gaza.
Um aliado, membro do Hamas, disse à AFP que al-Haya demonstra “inteligência e sabedoria” e “serenidade” na hora de tomar decisões, além de ser conhecido por seu temperamento ao mesmo tempo “conservador e pragmático”.
Segundo ele, mantém relações “privilegiadas” com a Jihad Islâmica e o Hezbollah e com países como Catar, Egito, Argélia e Irã, principal apoio financeiro e militar do movimento.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Hamas dissolve o seu órgão de governo em Gaza
Por AFP
Israel mata novo chefe do braço armado do Hamas em Gaza
Por AFP
Israel comunica aos EUA que vai manter tropas em ‘zonas de segurança’ no Líbano, Síria e Gaza
Por AFP


