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A reação de Mauro Vieira a Marco Rubio por ataque a Lula após o tarifaço

O secretário de Trump acusou o petista de ‘não negociar de boa-fé’. Segundo o chanceler brasileiro, o País não se curvou às ‘pretensões desmedidas’ dos EUA

A reação de Mauro Vieira a Marco Rubio por ataque a Lula após o tarifaço
A reação de Mauro Vieira a Marco Rubio por ataque a Lula após o tarifaço
Mauro Vieira e Marco Rubio se reuniram em Washington em outubro. Foto: Embaixada do Brasil
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O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, rebateu o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, por suas declarações sobre o novo tarifaço de 25% imposto a produtos brasileiros. O auxiliar de Donald Trump afirmou na madrugada desta quinta-feira 16, pelas redes sociais, que o presidente Lula e o governo brasileiro “não negociaram de boa-fé” e que o petista “colocou seu próprio ego à frente de um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro”.

Em pronunciamento, Vieira declarou que Lula buscou o diálogo e enfatizou, desde o início, sua disposição de negociar. Na sequência, o chanceler chamou de “inaceitáveis e ofensivas” as afirmações do secretário de Estado.

“Rubio ataca, de forma grosseira e arrogante, o chefe de Estado de um país amigo”, criticou Vieira. “Claramente, o que incomoda o governo dos Estados Unidos é o fato de o Brasil não ter se curvado às pretensões desmedidas e às demandas irrazoáveis apresentadas durante o curso das negociações.”

Um dos exemplos dessas demandas, prosseguiu Vieira, envolvia “abertura total, irrestrita e exclusiva” aos Estados Unidos de setores da economia brasileira, sem qualquer contrapartida. “Em outras palavras, exigiam uma capitulação.”

Para justificar o novo tarifaço de 25%, o governo Trump recorreu a questionamentos relacionados ao Pix, à regulação das plataformas digitais, ao mercado de etanol, à propriedade intelectual, ao combate à corrupção e ao desmatamento ilegal.

Vieira, por sua vez, afirmou que todas as alegações dos norte-americanos “não têm lastro na realidade”.

“As investigações da Seção 301 são procedimentos unilaterais do governo dos Estados Unidos e não há justificativa para a adoção de tarifas contra os produtos brasileiros”, devolveu o ministro.

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