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Israel comunica aos EUA que vai manter tropas em ‘zonas de segurança’ no Líbano, Síria e Gaza
Segundo a imprensa norte-americana, Donald Trump pediu a Benjamin Netanyahu a retirada as forças israelenses dos territórios da Síria e do Líbano
O ministro israelense da Defesa, Israel Katz, informou nesta quinta-feira 16 ao seu homólogo americano, Pete Hegseth, que Israel está determinado a manter suas forças em “zonas de segurança” que estabeleceu no Líbano, na Síria e na Faixa de Gaza.
O gabinete de Katz afirmou em um comunicado que os dois conversaram durante a noite e o ministro “ressaltou a determinação de Israel de permanecer nas zonas de segurança da Síria, Gaza e Líbano, com o objetivo de “proteger as fronteiras de Israel e as comunidades próximas à fronteira contra as ameaças representadas pelas forças jihadistas”.
A declaração foi divulgada após o anúncio, por parte dos Estados Unidos, de que as negociações realizadas na terça e na quarta-feira em Roma entre Israel e Líbano foram “positivas” e que, “nos próximos dias”, começaria a implementação das “zonas-piloto”, das quais as tropas israelenses devem se retirar.
O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que retirasse as forças de Israel da Síria e do Líbano, segundo o portal Axios.
As autoridades israelenses costumam mencionar as “zonas de segurança”, cujos contornos permanecem imprecisos, mas que o governo de Israel situa ao longo das fronteiras.
“Nunca pedimos aos Estados Unidos que operem em nosso lugar ao longo de nossas fronteiras”, acrescenta o comunicado de Katz.
No Líbano e em Gaza, as forças israelenses estão presentes nos territórios e efetuam operações diárias contra o Hezbollah e o Hamas.
No caso do Líbano, as forças israelenses permanecem mobilizadas no que o Exército descreve como uma “zona de segurança” que se estende por quase 10 quilômetros dentro do território libanês, e continuam efetuando ataques limitados no sul.
Em Gaza, o Exército israelense controla 60% do território. Está presente em todo o perímetro externo do território palestino, ao longo das fronteiras com Israel e com o Egito.
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