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Mulheres na liderança
Evento no Expo Center Norte, em São Paulo, visa o avanço feminino nos espaços de poder
Nos dias 4 e 5 de agosto de 2026, o Expo Center Norte, em São Paulo, sedia o Summit Mulheres nas Profissões, iniciativa do Grupo Mulheres do Brasil em parceria com o Magazine Luiza. Liderado por Luiza Helena Trajano, o evento projeta reunir 10 mil pessoas em uma experiência imersiva.
Fundado em 2013, o Grupo Mulheres do Brasil reúne mais de 140 mil integrantes. Atua de forma suprapartidária para engajar a sociedade civil em melhorias para o País. Com o Summit, busca-se acelerar a capacitação de profissionais para as novas demandas e o futuro do trabalho.
A estrutura terá arenas temáticas e palco principal, reunindo mais de 100 palestrantes. A programação debaterá tecnologia, empreendedorismo, impacto social e liderança em setores variados, incluindo o agronegócio e a política – hoje, as mulheres ocupam só 18% do Congresso Nacional. O local terá feira de startups, mentorias, rodadas de negócios e áreas de acolhimento, como berçário.
O foco da iniciativa é impulsionar o avanço feminino nos espaços de poder. A meta é alcançar 50% de mulheres em cargos de comando até 2030. A organização defende que a gestão mista melhora o desempenho das empresas e gera avanço social. As inscrições estão abertas pelo site summitmulheresprofissoes.com.br ou pela plataforma Sympla. As cadastradas no grupo têm descontos.
VW corta por dentro
A Volkswagen vive a maior reestruturação de sua história. Pressionada pela forte concorrência de montadoras chinesas no setor elétrico, custos de tarifas elevados e queda nos lucros, a gigante alemã confirmou que estuda demitir até 100 mil funcionários globalmente e fechar quatro fábricas na Europa. Sob o comando do CEO Oliver Blume, o plano visa reduzir despesas bilionárias e cortar o portfólio de veículos pela metade até 2030.
Embora a filial brasileira negue cortes imediatos no País e reforce a manutenção de investimentos anunciados recentemente, o mercado local acende o alerta, também pelo impacto das montadoras chinesas no País. As marcas orientais implementam políticas de preços agressivas e oferecem muita tecnologia, forçando a comparação.
Especialistas alertam que o risco para o Brasil reside no efeito em cadeia: uma retração severa da matriz em Wolfsburg pode forçar a revisão de aportes futuros no País e reduzir o volume de encomendas, impactando diretamente fornecedores locais de autopeças e a balança comercial automotiva nacional. Os próximos meses devem servir para delinear os efeitos da situação da empresa no mercado brasileiro.
Telemarketing na mira
A Comissão de Defesa do Consumidor e Fiscalização do Senado aprovou, em 8 de julho, o Projeto de Lei 2.616/2025, que cria regras rígidas para conter o assédio de ligações indesejadas de telemarketing e cobrança no Brasil. A proposta avança agora para a análise da Câmara dos Deputados.
O texto estabelece o Cadastro Único Telefônico (CadÚnico Telefônico), sistema que será regulamentado e fiscalizado pela Anatel. As empresas serão obrigadas a consultar essa lista antes de fazer ofertas comerciais e deverão excluir imediatamente de seus bancos de dados números de pessoas que informem desconhecer o alvo da cobrança.
O projeto também classifica como prática abusiva o uso de robôs que desligam a chamada em poucos segundos e o mascaramento de números. Em caso de descumprimento, as empresas enfrentam punições que vão de advertências a multas diárias de até 50 mil reais.
Brasil em duas rodas
O mercado brasileiro de motocicletas fechou o primeiro semestre com o melhor desempenho de sua série histórica. De acordo com dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), foram emplacadas 1.174.459 unidades entre janeiro e junho. O volume representa uma alta expressiva de 14,1% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o setor havia registrado 1.029.291 licenciamentos.
O forte avanço das duas rodas é impulsionado pela busca por mobilidade urbana ágil, menor custo de combustível e, principalmente, pela consolidação da moto como ferramenta de trabalho e geração de renda em aplicativos de entrega e locação.
No topo do ranking, a Honda manteve amplo domínio com 65,7% de participação, somando mais de 771 mil vendas. Sozinha, a Honda CG 160 acumulou 260.248 unidades, respondendo por 22% de todo o mercado nacional. A Yamaha garantiu a vice-liderança isolada com 13,7% dos emplacamentos no período. •
Publicado na edição n° 1422 de CartaCapital, em 22 de julho de 2026.
Este texto aparece na edição impressa de CartaCapital sob o título ‘Mulheres na liderança’
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