Política
O que aponta Quaest sobre a reação dos eleitores ao vídeo de Michelle Bolsonaro contra Flávio
O instituto entrevistou 2.004 eleitores entre 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais
Uma pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira 15 aponta que 51% dos eleitores afirmam não ter tomado conhecimento dos vídeos publicados pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) para expor desavenças com o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) — nas gravações, chegou a acusar o enteado de humilhá-la.
Segundo o levantamento, 45% consideram que Michelle acertou ao divulgar os vídeos nas redes, ante 38% para quem ela errou. Além disso, as afirmações da ex-primeira-dama são totalmente verdadeiras para 31% e parcialmente verdadeiras para 27%. Apenas 16% consideram as declarações totalmente falsas.
Questionados sobre a principal motivação para a publicação dos vídeos, 34% disseram que Michelle deseja ser candidata à Presidência no lugar de Flávio, 16% afirmaram que ela buscou responder a ataques e desrespeitos que diz ter sofrido e 25% avaliam que ela tentou se opor a alianças políticas das quais discorda. Outros 4% entendem que ela desejava “um pouco de todas essas coisas”.
Em meio ao afastamento entre Michelle e Flávio, 47% afirmam que a participação direta dela na campanha não aumentaria as chances de vitória do pré-candidato do PL. Para 38%, aumentaria.
Por fim, 42% disseram que tendem a concordar mais com Michelle em relação ao desentendimento com o enteado, enquanto 18% tendem a se alinhar a Flávio, 22% não concordam com nenhum deles e 3% concordam com os dois.
A Quaest entrevistou 2.004 eleitores entre 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-07181/2026.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.




