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Em novo recuo, Trump desiste de cobrar pedágio no Estreito de Ormuz

O presidente dos EUA afirmou que o fluxo pela via está mantido, mas embarcações ligadas ao Irã estão vetadas

Em novo recuo, Trump desiste de cobrar pedágio no Estreito de Ormuz
Em novo recuo, Trump desiste de cobrar pedágio no Estreito de Ormuz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump – Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP
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Um dia depois de anunciar que cobraria uma espécie de pedágio de navios que cruzassem o Estreito de Ormuz, no valor de 20% da carga, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, nesta terça-feira 14, um recuo na decisão.

Em mensagem publicada em sua rede Truth Social, Trump afirmou que teve conversas “muito produtivas” com líderes de países do Oriente Médio, e que países do Golfo se comprometeram a assinar acordos comerciais e realizar investimentos nos Estados Unidos. Com isso, a implantação do pedágio está suspensa.

“Como todos sabem, temos o maior volume de investimentos em dólares na história, mas esses novos aportes elevarão ainda mais esse número: veremos fábricas, instalações industriais e equipamentos chegando aos EUA em níveis históricos, o que criará milhões de empregos americanos adicionais e bem remunerados”, disse, usando sua verborragia habitual.

Na mesma mensagem, Trump afirmou que o Estreito de Ormuz está aberto para o tráfego de navios, exceto embarcações ligadas ao Irã: sejam barcos com bandeira do país ou que se dirijam a portos iranianos ou venham deles, além daqueles que levam carga ligada ao país.

O Irã reagiu com ironia ao anúncio do pedágio feito por Trump na segunda-feira. “O presidente dos Estados Unidos está absolutamente certo. Quem garantir a passagem segura deve receber uma compensação. Os 20% são demais, é claro. Seremos justos”, disse o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, que garantiu que seu país manterá o controle da via marítima.

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