Mundo
Senador americano Lindsey Graham, aliado de Trump, morre aos 71 anos
O parlamentar foi um grande defensor de Israel e partidário da guerra contra o Irã
O senador americano Lindsey Graham, aliado do presidente Donald Trump, morreu aos 71 anos, após uma “doença breve e repentina”, informou seu gabinete neste domingo 12.
Graham, conhecido por seu trabalho em política externa, foi um ferrenho defensor da guerra do Iraque e, nos últimos anos, exigiu que Trump e o governo de seu antecessor, Joe Biden, apoiassem a luta da Ucrânia contra a invasão da Rússia.
O gabinete do senador republicano pela Carolina do Sul afirmou em um comunicado publicado em sua conta na rede social X que Graham “faleceu em decorrência de uma doença breve e repentina”.
“A família do senador Graham agradece as orações neste momento e pede privacidade durante este período incrivelmente difícil”, acrescenta o comunicado.
A NBC News informou que os serviços de emergência responderam a uma ligação sobre uma “parada cardíaca” procedente da casa de Graham em Capitol Hill, de acordo com um áudio da polícia obtido pela emissora e por outros veículos de comunicação dos Estados Unidos.
Graham foi eleito membro da Câmara dos Representantes em 1994 e senador em 2002. Ele foi reeleito para o Senado em 2008, 2014 e 2020. O republicano chegou a presidir o Comitê de Orçamento da Câmara Alta.
‘Um verdadeiro patriota’
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prestou homenagem ao senador em uma publicação em sua plataforma Truth Social.
“O senador Lindsey Graham, uma das melhores pessoas e um dos melhores senadores que eu já conheci, morreu! Ele estava sempre trabalhando e era um verdadeiro patriota americano. Lindsey fará muita falta!!!”, escreveu Trump.
Graham fez uma tentativa frustrada de chegar à presidência em 2016, alertando na época que os republicanos não deveriam apoiar Trump porque ele era um “instigador racial, xenófobo e fanático religioso”.
A relação entre os dois passou por outro momento de grande tensão devido à insurreição de apoiadores de Trump no Capitólio em 6 de janeiro de 2021, quando Graham disse que seus colegas republicanos não deveriam contar com ele para defender o presidente. “Basta”, declarou na ocasião.
Pouco depois, no entanto, votou contra a condenação de Trump em seu julgamento de impeachment.
Graham restabeleceu a relação com Donald Trump em seguida e apoiou sua campanha de reeleição.
Amigo de Israel
Graham também foi um grande defensor de Israel. “Lindsey entendia que a segurança de Israel e dos Estados Unidos é inseparável (…) Israel perdeu um de seus maiores amigos”, declarou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, segundo um comunicado divulgado por seu gabinete.
O presidente de Israel, Isaac Herzog, afirmou: “Nunca esqueceremos como ele esteve ao lado do povo de Israel em nossos momentos mais difíceis”.
Graham havia vencido recentemente as primárias para tentar um novo mandato no Senado nas eleições legislativas de novembro, cruciais para Trump.
O governador da Carolina do Sul, Henry McMaster, terá que nomear um sucessor para os meses restantes do mandato de Graham e será necessário organizar novas primárias.
A morte de Graham ocorre em um período em que a hospitalização, há várias semanas, do ex-líder republicano do Senado Mitch McConnell abala o partido.
Os republicanos têm uma estreita maioria de 53 a 47 no Senado e contam com pouquíssima margem para ausências em votações ou deserções. McConnell foi hospitalizado no mês passado e não vota desde 11 de junho.
Lindsey Graham atuou como advogado militar e alcançou a patente de coronel da Força Aérea, experiência que moldou sua postura intervencionista em política externa.
Em 2002, ele votou a favor da ação militar contra o Iraque após os atentados de 11 de setembro e, posteriormente, apoiou uma presença prolongada dos Estados Unidos no Afeganistão.
Ele foi um crítico frequente da política externa do presidente Barack Obama, a quem chamou em 2015 de “oponente fraco do mal” por sua negociação de um acordo nuclear com o Irã.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Argentina vence Suíça na prorrogação e vai enfrentar Inglaterra na semifinal da Copa
Por AFP
Jogador que disputou Copa de 2026 pela África do Sul é encontrado morto
Por AFP
Líder supremo do Irã afirma que vingança deve ser cumprida inevitavelmente
Por AFP



