Mundo
Casa Branca dá aval para novas sanções contra a Rússia
Com esse desbloqueio por parte do Poder Executivo, as novas sanções poderão ser aprovadas nas próximas semanas
Senadores dos Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira 10 que receberam o aval da Casa Branca para avançar no Congresso com novas sanções aos hidrocarbonetos produzidos pela Rússia, medidas que até agora estavam bloqueadas por Donald Trump.
“Temos orgulho de anunciar que chegamos a um acordo com o governo Trump para dar andamento ao nosso projeto de lei atualizado sobre sanções contra a Rússia”, afirmaram, em um comunicado conjunto, os senadores Lindsey Graham e Roger Wicker, republicanos, bem como Richard Blumenthal e Jeanne Shaheen, democratas.
“No momento em que a Rússia intensifica seu massacre de civis, é imperativo que os poderes Legislativo e Executivo trabalhem juntos para criar instrumentos que imponham um alto custo àqueles que compram petróleo e gás russos e alimentam a máquina de guerra de [o presidente russo Vladimir] Putin”, acrescentaram os parlamentares, declarando-se “muito satisfeitos com esses avanços significativos”.
Com esse desbloqueio por parte do Poder Executivo, as novas sanções poderão ser aprovadas nas próximas semanas por uma ampla maioria de congressistas, tanto democratas quanto republicanos.
Os detalhes das novas medidas não foram divulgados de imediato.
Na cúpula do G7 realizada na França em meados de junho, Trump havia se mostrado disposto a restabelecer as sanções voltadas às exportações de petróleo da Rússia.
Nos últimos meses, os Estados Unidos haviam suspendido parte das sanções impostas ao petróleo russo após a invasão da Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022.
Essa suspensão das sanções tinha como objetivo conter a alta dos preços do petróleo provocada pelo conflito com o Irã.
Em maio de 2025, mais de 80 senadores americanos haviam apoiado um projeto de lei para impor novas sanções a Moscou, diante do que consideravam ser a falta de disposição da Rússia para pôr fim à guerra na Ucrânia.
Procurada pela AFP, a Casa Branca não respondeu imediatamente.
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