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Líbano diz que delegação dos EUA vai supervisionar início da retirada israelense
O governo de Beirute exige a retirada do Exército israelense antes de participar de uma nova rodada de negociações
O embaixador dos Estados Unidos no Líbano anunciou nesta quinta-feira 9 ao presidente libanês a chegada em breve de uma delegação americana que supervisionará o início da retirada israelense de “zonas-piloto” no sul do país, segundo a Presidência do Líbano.
O acordo-quadro assinado em 26 de junho, em Washington, prevê a retirada israelense de parte do sul do Líbano e o deslocamento do Exército libanês para a região, em troca do desarmamento do grupo pró-Irã Hezbollah.
O governo de Beirute exige a retirada do Exército israelense antes de participar de uma nova rodada de negociações, prevista para os dias 15 e 16 de julho, em Roma, segundo uma fonte diplomática citada pela AFP.
O embaixador dos Estados Unidos no Líbano, Michel Issa, informou ao presidente Joseph Aoun que uma delegação militar americana chegará a Beirute nos próximos dias para coordenar a implementação, em campo, das “zonas-piloto”, segundo a Presidência libanesa.
A data de início será definida após várias reuniões de coordenação.
O embaixador americano insistiu na necessidade de evitar “qualquer vazio” durante a retirada das forças israelenses.
O acordo-quadro não estabelece um cronograma para a retirada israelense do sul do Líbano, onde Israel mantém, por enquanto, tropas em uma zona que pode se estender por até dez quilômetros a partir de sua fronteira.
O acordo foi alcançado após cinco rodadas de negociações entre Líbano e Israel, realizadas em Washington, em um processo inédito em décadas.
O Hezbollah, que arrastou o Líbano para a guerra regional em março em apoio ao Irã, opõe-se às negociações diretas com Israel e se recusa a se desarmar.
“Nenhuma cláusula do acordo será aplicada”, repetiu nesta semana o líder do Hezbollah, Naim Qassem.
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