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EUA adia novas tarifas sobre importações de aviões comerciais

A investigação sobre a indústria aeronáutica foi conduzida com base na Seção 232 da Lei de Expansão do Comércio de 1962

EUA adia novas tarifas sobre importações de aviões comerciais
EUA adia novas tarifas sobre importações de aviões comerciais
Aeronave da Embraer. Foto: Ricardo Beccari/Embraer
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Os Estados Unidos decidiram não impor novas tarifas sobre aviões comerciais e seus componentes após uma investigação sobre o setor, segundo uma proclamação assinada nesta quinta-feira 9 pelo presidente Donald Trump.

A investigação conduzida pelo Departamento de Comércio concluiu que as ações de países estrangeiros “continuam prejudicando” a indústria americana de fabricação de aviões comerciais e que os Estados Unidos dependem excessivamente de cadeias de suprimento estrangeiras.

No entanto, o secretário de Comércio “também recomendou que não fossem impostas tarifas imediatamente” para enfrentar os possíveis riscos à segurança nacional decorrentes das importações de aviões comerciais, motores a jato e peças associadas, afirma a proclamação.

Desde seu retorno à Casa Branca no ano passado, Trump impôs amplas tarifas aos parceiros comerciais dos Estados Unidos e elevadas sobretaxas direcionadas a setores como o aço, o alumínio e os automóveis.

Embora muitas das tarifas globais impostas por Trump tenham sido posteriormente anuladas pela Suprema Corte, algumas tarifas específicas por setor continuam em vigor.

A fabricante brasileira Embraer foi inicialmente prejudicada pelas tarifas impostas por Trump, embora, em julho de 2025, Washington tenha suspendido temporariamente as tarifas aplicadas à empresa.

Essa investigação sobre a indústria aeronáutica foi conduzida com base na Seção 232 da Lei de Expansão do Comércio de 1962, a mesma autoridade utilizada por Trump para aplicar outras tarifas setoriais.

Por enquanto, porém, o governo Trump busca manter novas negociações com seus parceiros comerciais para “ajustar” as importações de forma que seus volumes “não ameacem prejudicar a segurança nacional dos Estados Unidos”.

Ainda assim, a proclamação de Trump deixa em aberto a possibilidade de adoção de novas medidas no futuro.

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