Política
O aceno de Camilo Santana a Alcolumbre após assumir a liderança do governo no Senado
O ex-ministro tem o desafio de retomar a interlocução entre o governo e o comando da Casa Alta
O senador e ex-ministro da Educação Camilo Santana (PT-PE) pregou, nesta quarta-feira 8, “diálogo” e “humildade” após assumir a liderança do governo na Casa. A fala de Camilo represente um aceno ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), principal responsável por frear as propostas prioritárias do governo no Congresso.
“O Brasil não precisa de mais ódio, o Brasil precisa de mais trabalho. E eu estarei aqui com humildade para ouvir, com serenidade para dialogar e com firmeza para lutar pelo povo brasileiro, pela democracia, pela justiça social, por um País mais seguro e por um Brasil cada vez mais forte, soberano e justo”, declarou.
Camilo assumiu nesta quarta a liderança do governo após uma rápida passagem de Teresa Leitão (PE), que foi anunciada na liderança no fim de junho. O ex-ministro tem o desafio de retomar a interlocução entre o governo e Alcolumbre para a aprovação de pautas como o fim da escala 6×1 e a PEC da Segurança.
A relação com o presidente do Senado foi dinamitada após a crise provocada pela rejeição de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Desde então, o governo tem enfrentado dificuldade em avançar com as propostas.
No mais recente aumento da temperatura, o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (PT-SC), ameaçou tratar Alcolumbre como “inimigo dos trabalhadores” caso a PEC que acaba com a escala 6×1 não seja encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça até a próxima semana.
Como resposta, o presidente do Senado afirmou que “esse tipo de ameaça e tentativa de intimidação não será mais tolerado” e reforça que a condução da pauta legislativa cabe exclusivamente ao comando da Casa.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Camilo Santana é o novo líder da bancada do PT no Senado
Por CartaCapital
Quem é Leonardo Barchini, novo ministro da Educação após a saída de Camilo Santana
Por CartaCapital



