Mundo
Trump promete atacar o Irã ‘com força’ na próxima noite
O presidente dos EUA tinha afirmado, mais cedo, que o cessar-fogo tinha acabado
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira 8 que as forças dos Estados Unidos atacariam o Irã com força esta noite, após ter declarado anteriormente, durante uma cúpula da Otan em Ancara, o fim da trégua de Washington com o Irã.
“Vamos atacá-los com força esta noite”, disse ele antes de se reunir com seu homólogo ucraniano Volodymyr Zelensky, acrescentando: “Eles violam o acordo todos os dias”.
Após bombardeios iranianos contra ao menos três embarcações no Estreito de Ormuz nos últimos dias, os EUA iniciaram uma ofensiva contra alvos no Irã. Na sequência, Teerã respondeu atacando países da região do Golfo, aliados de Washington.
“Da minha parte, acabou”, declarou Trump nesta quarta-feira, durante a cúpula da Otan na Turquia, ao ser questionado se a trégua com o Irã continuava em vigor. “É perda de tempo tentar lidar com eles”, acrescentou.
“Vou deixar que nossos excelentes negociadores continuem conversando se assim o desejarem, mas eu não acredito. Não gosto dessas pessoas”, comentou.
Os preços do petróleo dispararam 5% imediatamente após suas declarações.
A agência de notícias iraniana Irib informou nesta quarta-feira sobre várias explosões nos arredores do Estreito de Ormuz, entre elas seis na Ilha de Qeshm, sete na cidade de Sirik e outras em Bandar Abbas, um dos principais portos do país.
(Com informações da AFP.)
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.



