Economia

O impacto do possível novo tarifaço de Trump contra o Brasil, segundo a CNI

A estimativa leva em conta duas novas taxas recomendadas pelo Escritório de Representação Comercial dos EUA, o USTR

O impacto do possível novo tarifaço de Trump contra o Brasil, segundo a CNI
O impacto do possível novo tarifaço de Trump contra o Brasil, segundo a CNI
Imagem: Ricardo Stuckert/PR
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O possível novo tarifaço a ser aplicado pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros atingiria 4.187 produtos, o equivalente a 14,9 bilhões de dólares em exportações, segundo uma projeção divulgada nesta segunda-feira 6 pela Confederação Nacional da Indústria.

A estimativa leva em conta duas novas taxas recomendadas pelo Escritório de Representação Comercial dos EUA (USTR): uma de 25%, resultado de uma investigação contra o Brasil realizada no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, e outra de 12,5%, voltada a supostas falhas na fiscalização de trabalho forçado.

De acordo com a CNI, os 4.187 produtos já estão submetidos a uma tarifa adicional de 10% fixada pelo governo de Donald Trump. A se concretizar o novo tarifaço, haveria um acréscimo de 27,5 pontos percentuais, a totalizar uma taxa de 37,5%.

Dos principais produtos que podem ser atingidos pelo novo tarifaço, o Brasil é o principal fornecedor ao mercado norte-americano de 11: ferro-gusa não ligado; açúcar de cana em forma sólida, bruto; sebo não comestível; alcool etílico não desnaturado; molduras de madeira padrão de pinho; tabaco curado por fumaça ou processado; peptonas e seus derivados; compensado de pinus; granito monumental ou de construção; estacas, paliças, postes e trilhos de madeira; e hidróxido de alumínio.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que um novo tarifaço comprometeria uma relação comercial construída por décadas e prejudicaria empresas dos dois países. “Estamos falando de cadeias produtivas altamente integradas, nas quais muitos produtos brasileiros são essenciais para a indústria norte-americana.”

Apesar da recomendação do USTR, a palavra final sobre impor ou não novas taxas sobre produtos brasileiros será de Trump.

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