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Alemanha indicia ucraniano por ataque a gasoduto Nord Stream
Militar de 50 anos teria liderado equipe de sete cúmplices no Mar Báltico, segundo imprensa alemã. Defesa nega acusação
Promotores federais da Alemanha apresentaram acusações contra um cidadão ucraniano pelos ataques aos gasodutos Nord Stream em setembro de 2022, relatou a mídia alemã nesta quarta-feira 1º.
A emissora pública ARD e os jornais Süddeutsche Zeitung e Die Zeit identificaram o acusado como Serhii K., que foi detido na Itália com base em um mandado de prisão alemão em agosto de 2025. Ele foi, então, extraditado para a Alemanha.
O militar ucraniano de 50 anos, natural de Kiev, é acusado de liderar uma equipe de sete cúmplices na operação que destruiu três das quatro principais tubulações do Nord Stream no Mar Báltico.
Os gasodutos transportavam gás russo para a Europa, mas não estavam em uso no momento dos ataques. K. também é acusado de atacar infraestrutura energética civil — o que pode ser considerado crime de guerra sob o direito internacional — além de causar explosões e destruir infraestrutura, de acordo com a imprensa alemã.
Ele nega envolvimento, e seu advogado disse à agência Reuters que está confiante na absolvição do cliente.
O que se sabe sobre as provas contra o acusado?
Investigadores concluíram que K. estava no comando do iate à vela Andromeda, a partir do qual o ataque teria sido realizado. Os investigadores teriam encontrado vestígios dos explosivos militares HMX e RDX no Andromeda.
Dos sete supostos cúmplices de K., um teria morrido posteriormente na guerra em curso na Ucrânia.
K. foi preso na província italiana de Rimini. Após sua transferência para a Alemanha, em 27 de novembro do ano passado, um juiz alemão executou o mandado de prisão no dia seguinte. Ele permanece em prisão preventiva na cidade de Hamburgo.
As evidências contra o acusado são consideradas contundentes. K. teria se incriminado em ligações telefônicas interceptadas enquanto estava sob custódia na Itália à espera de extradição.
Ele lutou por meses contra a extradição para a Alemanha e, em determinado momento, entrou em greve de fome, alegando maus-tratos.
Como a operação teria sido realizada?
Após a extradição, uma decisão do mais alto tribunal criminal da Alemanha descreveu como os investigadores acreditam que a operação ocorreu no Mar Báltico.
De acordo com as conclusões, K. e seus cúmplices — um capitão, um especialista em explosivos e quatro mergulhadores de águas profundas — embarcaram no Andromeda no porto de Wiek, na ilha alemã de Rügen, em algum momento até 8 de setembro de 2022.
A embarcação teria sido fretada por várias semanas por um intermediário. O grupo teria instalado quatro dispositivos explosivos equipados com temporizadores nos gasodutos no leito marinho, próximos à ilha dinamarquesa de Bornholm, a profundidades de até 80 metros.
Segundo os detalhes divulgados, os dispositivos eram compostos por explosivos militares de alta potência, capazes de causar destruição maciça e projetados para detonar mesmo em grandes profundidades. O ataque ocorreu em 26 de setembro de 2022.
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